Cabo Verde registou a taxa de 40% de óbitos por AVC em 2017 – responsável

Cidade da Praia, 17 Mai (Inforpress) – Cabo Verde registou em 2017 a taxa de 40 por cento (%) em óbitos por acidente vascular cerebral (AVC), representando a maior causa de morte no país, disse hoje fonte do Ministério da Saúde.

Esses dados foram avançados à imprensa, pela coordenadora do Programa Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Cardio-Cérebro Vasculares, Vanda Azevedo, à margem da acto de comemoração ao “Maio, mês do coração” e ao Dia Internacional da Hipertensão, que aconteceu no Hospital Agostinho Neto.

Conforme avançou, foram realizados no país em 2017, 2.600 rastreios e 8.000 em 2018, realçando que o objectivo é aumentar significativamente essa cifra em 2019.

Os dados apontaram que em Cabo Verde, no mesmo ano, 29% da população era hipertensa, sendo que a população com maior índice de hipertensão é a da Boa vista, cujo valor atinge os 42%.

São Nicolau e Santo Antão são as ilhas que apresentaram a taxa de prevalência mais baixa no rastreio de 2017.

“Estamos a aguardar os dados de 2018 e 2019 para depois fazermos o retrato mais fiel possível da hipertensão em Cabo Verde”, sublinhou.

Vanda Azevedo indicou que o país, em 2017, teve 40% de óbitos por AVC e 17% tiveram problemas cardíacos, sustentando que os números mostram uma carga da doença muito grande e que depois poderá levar a outras complicações.

“Problemas como insuficiência renal, pessoas que ficam incapacitadas por causa do AVC e pessoas que ficam limitadas porque tiveram infarto de coração”, precisou.

As causas, segundo afirmou, estão ligadas ao estilo de vida de cada pessoa, por isso alertou que pequenas alterações no nosso estilo de vida ajudam a reduzir a tensão, nomeadamente a redução o consumo de sal, evitar o tabaco, evitar o uso abusivo do álcool e fazer exercícios físicos.

“Portanto, são medidas que nós devemos educar e isso vai diminuir a probabilidade das pessoas terem hipertensão”, observou.

Nesta linha, ajuntou, neste mês, que é da iniciativa da Sociedade Internacional de Hipertensão e da Liga Mundial da Hipertensão, o foco é tentar fazer o rastreio ao maior numero possível de pessoas, como forma de prevenção.

Para assinalar o Dia Mundial da Hipertensão, que se celebra a 17 de Maio, a organização vai promover um conjunto de actividades, como rastreios gratuitos à pressão arterial por várias instituições de saúde, de forma a alertar o risco e as consequências da hipertensão no organismo, com especial destaque para o AVC.

HR/CP

Inforpress/Fim

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