Cabo Verde regista 30.931 óbitos de 2007 a 2018 com predominância nos homens- INE

Cidade da Praia, 19 Fev (Inforpress) – Durante o período 2007-2018, registaram-se em Cabo Verde 30.931 óbitos, sendo 17.185 do sexo masculino (55,6%) e 13.746 do sexo feminino (44,4%), anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE, o número de óbitos apresenta alguma oscilação ao longo da série, com o ano de 2010 a registar o menor número de óbitos (2.352) e o de 2018 a registar o maior número de óbitos, num total de 2.836.

Os dados do INE indicam ainda que de 2006 a 2018 foram registados em Cabo Verde 129.968 nados-vivos, tendo os mesmos oscilado entre um mínimo 9.208 em 2018 e um máximo de 10.777 em 2011.

De acordo com o mesmo estudo, a taxa de natalidade tem vindo a diminuir desde 2011, altura em que se verificou “a maior taxa bruta de natalidade”, ou seja, 22 nados-vivos registados por cada 1000 habitantes, enquanto em 2018, este indicador é estimado em 17 nados-vivos por cada 1000 habitantes.

“A Taxa Global de Fecundidade (TGF), ou seja, o número de nados-vivos registados por mil mulheres em idade fértil (15 a 49 anos de idade) apresenta uma tendência para a diminuição ao longo do tempo”, lê-se no documento a que a Inforpress teve acesso.

O INE revela, por outro lado, que no período 2006-2010, se observou alguma oscilação da TGF, com o ano de 2007 a apresentar a maior taxa neste período, 84,1‰.

“A partir de 2011, a TGF apresenta uma diminuição ao longo dos anos, passando de 80,4‰ em 2011 para 64,1‰ em 2018”, indica o estudo, acrescentando que a idade média da mulher ao nascimento de um filho em Cabo Verde, tende a aumentar ao longo dos anos, em particular desde de 2008, passando de 24,9 para 26,6 anos em 2018.

A Taxa Bruta de Mortalidade (TBM), tem vindo a oscilar durante o período em análise, 2007-2018, entre 4,6‰ (óbitos por cada 1 000 habitantes) em 2017 e 5,5‰ (óbitos por cada 1000 habitantes) em 2008.

“Em 2018, regista-se uma taxa bruta de mortalidade de 5,2 óbitos por cada 1000 habitantes”, aponta o estudo que revela que mais de metade das mortes aconteceu a pessoas com 65 anos.

Nos últimos 12 anos, prossegue o estudo, os dados mostram uma tendência de diminuição dos efectivos, quer de óbitos em crianças menores de 5 anos, quer de óbitos durante o primeiro ano de vida, apesar de algumas oscilações em 2012 e 2016.

Relativamente à taxa de mortalidade infantil, esta, segundo o INE, tende igualmente a reduzir-se ao longo dos anos.

Durante o período em análise, 2006-2018, foram celebrados e registados 18.326 casamentos, com uma forte tendência de crescimento nos últimos anos.

“De 2006 a 2018, os registos de casamentos aumentaram de 722 casamentos celebrados e registados em 2006 para 2.337 em 2018”, reportam os dados estatísticos.

A maioria dos casamentos celebrados (98%) foram na forma civil, enquanto 2% foram realizados num culto religioso e depois transcrito no Registo Nacional de Identificação (RNI).

LC/ZS

Inforpress/Fim

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