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Cabo Verde prevê aprovar ainda este ano a lei que regulamenta a quantidade do sal nos alimentos (c/áudio)

Cidade da Praia, 23 Jun (Inforpress) – O director nacional da Saúde, Jorge Noel Barreto, destacou hoje as acções de sensibilização sobre a importância da alimentação saudável, informando que a lei que regulamenta a quantidade do sal nos alimentos poderá ser aprovada ainda este ano.

Este responsável falava aos jornalistas à margem do seminário “O excesso do sal como um dos factores de risco para o AVC”, realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), em parceria com a Direcção Nacional da Saúde e a OMS, para debater com os parceiros a importância de reduzir o consumo de sal nos alimentos, prevenindo assim, o risco de desenvolver um Acidente Vascular Cerebral.

Segundo Jorge Noel Barreto, o sal é uma substância que se consumida e disponibilizada ao organismo de forma adequada é benéfica, realçando, entretanto, que o seu uso excessivo é prejudicial e causa vários problemas graves de saúde.

Destacou as acções de sensibilização sobre a importância de uma alimentação saudável para evitar o uso excessivo do sal realizadas pelo Governo, considerando ser “extremamente importante” que as pessoas estejam informadas sobre as consequências do uso excessivo do sal na sua saúde.

Para além disso, acrescentou, o executivo está a trabalhar a proposta que regula a quantidade do sal nos alimentos, referindo que a mesma precisa ser finalizada por forma a permitir ao Governo atingir os objectivos traçados.

“O documento legal deve regular a quantidade do sal nos produtos que são disponibilizados aqui em Cabo Verde não só apenas aquilo que é produzido em Cabo Verde, mas também em termos de importação, deve ter impacto porque de nada adianta se nós regularmos a quantidade do sal nos produtos nacionais e continuar a disponibilizar produtos importados que têm grande quantidade desta substância”, declarou.

Lembrou, por outro lado, que os dados do II Inquérito das doenças não transmissíveis de 2020 que apontam que cerca de 30% sofrem de hipertensão, frisando que em Cabo Verde as pessoas estão a consumir o dobro daquilo que é recomendado pela OMS relativamente à quantidade do sal para o consumo que atinge os 9,2 gramas por dia.

Estima-se que 11 milhões de mortes em todo o mundo estão associadas a uma dieta pobre, e destes, 3 milhões dos quais são atribuíveis à alta ingestão de sódio.

O excesso da ingestão de sódio (sal) na dieta aumenta a pressão arterial e consequentemente, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, que são a principal causa de morte por Doenças Crónicas Não Transmissíveis (DCNT) em todo o mundo, responsáveis por 32% de todas as mortes.

CM/ZS

Inforpress/fim.

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