Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Cabo Verde precisa investir nos próximos dez anos cerca de cinco biliões de euros – ministro das Finanças

Cidade da Praia, 02 Jun (Inforpress) – O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, anunciou hoje que o País precisará de investir nos próximos dez anos cerca de cinco biliões de euros em forma de parceria público-privado.

“Se Cabo Verde não encontrar espaço ao nível do orçamento ou uma solução para a dívida pública actual, dificilmente conseguirá fazer investimentos em sectores da saúde, água, saneamento, qualificação urbana e do fomento empresarial”, afirmou Olavo Correia, para quem o tema sobre a conversão da dívida pública em investimento estratégico é de “suma importância” para o País.

O governante fez essas considerações à imprensa à margem do acto de abertura do workshop “Reestruturação da Dívida Pública em Capital Natural e Climático”, promovido pela Associação de Defesa para o Ambiente e Desenvolvimento (ADAD), em parceria com o Ministério das Finanças e o Instituto Internacional para o Ambiente e Desenvolvimento (IIED-sigla em inglês), que contou com a participação de vários intervenientes, via plataforma digital.

“Cabo Verde é um pequeno país insular e precisa cuidar cada vez mais e melhor do seu território”, indicou Olavo Correia, acrescentando que quem não cuida do seu território e das suas pessoas “não tem futuro”.

Instado se há vontade dos credores em reestruturar a dívida pública dos países devedores em capital natural e climático, admitiu que se trata de um “processo complexo”, lembrando que, recentemente, a África organizou uma cimeira em Paris, França, à procura de 100 mil milhões de euros de direitos de saques especiais para “converter e reestruturar a dívida pública” e só conseguiu 33 mil milhões de euros, ou seja, um terço do almejado.

Para Olavo Correia, está-se diante de uma “agenda difícil e complexa”, mas “inevitável” para o continente africano e para Cabo Verde, pelo que, salientou, “temos de ser resilientes e persistentes e trabalhar de forma engajada e empenhada para que consigamos este objectivo”.

Se este objectivo não for conseguido, sublinhou, o País terá “enormes restrições de financiamento do orçamento nos próximos tempos e de investimentos públicos em áreas que são críticas e fundamentais para a construção de um Cabo Verde melhor”.

Perguntado como será possível mobilizar cerca de cinco biliões de euros para investimentos, limitou-se a reafirmar que há que criar espaço a nível do orçamento e encontrar “soluções para que o montante da actual dívida de Cabo Verde, particularmente a dívida pública externa possa ser convertida em projectos estruturantes”.

Ainda relativamente às dívidas do arquipélago, adiantou que, neste momento, há a abertura por parte, por exemplo, de Portugal, pelo que se vai “iniciar imediatamente com as negociações”.

“É importante reconhecer essa abertura [por parte de Portugal], mas o ponto de partida a que queremos chegar é uma decisão final para que Portugal possa ser exemplo nessa matéria e, a partir daí, podermos abrir portas para negociações com outros países e, particularmente, também, com os nossos parceiros multilaterais”, precisou o governante.

À pergunta se acredita que o País pode crescer, este ano, cinco por cento, o vice-primeiro-ministro respondeu nesses termos: “[…] É uma estimativa que está repleta de incertezas, quer ao nível da evolução da pandemia da covid-19, no plano sanitário e da saúde pública. Ainda temos muitas incertezas, embora tenhamos razões para estarmos optimistas. Existem, também, incertezas económicas, ou seja, como é que a economia vai se encontrar na fase pós-covid. Nesta fase, o mais importante não é a questão matemática, se é cinco, quatro ou três. O mais importante é continuarmos a dar um bom combate à pandemia na vertente sanitária da saúde pública e avançar célere com o plano de vacinação”.

Em suma, de acordo com o governante, Cabo Verde tem que trabalhar para a recuperação económica e social, com vista a garantir as condições para um “crescimento sustentado da economia nos próximos anos”.

Para o presidente da ADAD, em matéria do cuidado do ambiente é necessário que não se fique pelos workshops.

“É preciso agir, e já. O amanhã pode ser tarde”, apelou Januário Nascimento, anunciando que este mês, integrado na década das Nações Unidas sobre a restauração do ecossistema, nos dias 15 e 17 de Junho, a organização que lidera, juntamente com vários parceiros, vai organizar uma série de actividades, entre as quais uma “mega campanha” de plantação de árvores. 

LC/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos