Cabo Verde já tomou uma “opção consistente” para “melhor  integração” na CEDEAO no e continente – Jorge Santos

 

Cidade da Praia, 19 Ago (Inforpress) – O presidente da Assembleia Nacional disse hoje que Cabo Verde já tomou uma “opção consistente e pensada” para uma “melhor  integração” na Comunidade Económica para o Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e no continente.

Jorge Santos fez estas declarações à imprensa depois de um encontro com o seu homólogo da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, que se encontra de visita a Cabo Verde.

“O ano de 2018 será muito especial. É um ano em que Cabo Verde vai ter responsabilidades a nível da CEDEAO e também  vai presidir à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e, nós, enquanto Parlamento,  estaremos também a presidir a Assembleia Parlamentar da CPLP”, precisou Jorge Santos, acrescentando que o País  terá, igualmente,  uma participação “muito activa” a nível do Parlamento da CEDEAO.

Sobre o encontro com Cipriano Cassamá, revelou que recebeu um convite para participar na “importante conferência” da União dos Parlamentos Africanos (UPA), a realizar-se de 06 a 10 de Novembro em Uagadugu (Burkina Faso).

O seu homólogo da Guiné-Bissau manifestou-lhe o desejo de ver Cabo Verde a regressar à “grande família parlamentar”, que é  UPA.

“Vamos  consultar o Parlamento e fazer o diálogo necessário”, indicou Jorge Santos, acrescentando que Cabo Verde vai participar  na reunião da UPA e levar  a esta instância a sua “humilde experiência”.

Instado por que motivo o arquipélago não vinha participando nos encontros da UPA, explicou que foi uma “decisão  conjuntural”  e lembrou que o país preferiu  “aumentar a sua participação em outros fóruns”.

Segundo ele, a União Parlamentar Africana tem a sua importância, uma vez que as suas funções são diferentes  das dos Parlamentos da União Africana e da CEDEAO.

“A União Parlamentar Africana é um  empeço de concertação e de dar orientações políticas e de diálogo sobre questões da paz, ambiente, criação das oportunidades e, acima de tudo,  orientações no sentido  do relacionamento sul-sul”,  sublinhou o presidente do Parlamento cabo-verdiano.

À pergunta se Cabo Verde não devia ter um papel mais activo  no sentido de se encontrar uma solução para os actuais problemas políticos na Guiné-Bissau, Santos respondeu que o arquipélago tem tido uma participação “cada vez mais” e que a presença  do seu homólogo guineense  na Cidade da Praia revela a existência da “excelência das relações entre as instituições e os órgãos de soberania da Guiné-Bissau e de Cabo Verde”.

“A estabilidade  e as soluções estáveis e sustentáveis da Guine-Bissau serão, também, a nossa felicidade”, frisou Jorge Santos, assegurando  que no plano da diplomacia parlamentar Cabo Verde tudo fará para que seja encontrada uma solução para os problemas que afligem aquele  país da África Ocidental.

Para Jorge Santos,  Guiné-Bissau é um “país irmão e importante para Cabo Verde”.

“Temos uma importante comunidade na Guiné-Bissau e este país tem também uma importante comunidade em Cabo Verde. Estas comunidades estão muito bem integradas”, lembrou o líder do Parlamento cabo-verdiano.

“Guiné-Bissau é um país vizinho e com o qual temos que ter as melhores relações e ajudar também na resolução dos problemas”, concluiu Jorge Santos, dizendo que existe um “bom diálogo político” entre os dirigentes dos dois países.

LC/AA

Inforpress/Fim

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