Cabo Verde ganha obras doadas pela família Nouvion para colecção de arte contemporânea

 

Cidade da Praia, 17 Ago (Inforpress)  –  O Estado de Cabo Verde ganhou hoje um conjunto de obras de arte legadas pela família cabo-verdiana Nouvion, que o Governo classifica como a primeira doação oficial de um privado a recém-criada colecção permanente de arte contemporânea.

Trata-se de 19 obras variadas em escultura, pintura e máquina fotográfica do século XIX, consideradas “verdadeiras obras artes”, que o francês Patrick Nouvion, médico de profissão e casado como uma santantonense, ofertou ao Governo que esteve representado pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente.

O doador, que se fez representar pela esposa e seus dois filhos, disse que esta doação da sua colecção de arte ao Estado de Cabo Verde é aforma como encontrou para retribuir ao arquipélago o acolhimento, num momento que se sente obrigada a regressar com a família a França por razões de saúde.

Disse que é originário de uma família de coleccionadores de arte e que as obras doadas representam pintura impressionista com passagens pelos museus internacionais desde o tempo do seu bisavô nos museus de Paris e com “grande reputação” internacional.

O governante prometeu mandar avaliar cada uma das peças para se ter uma noção clara do seu valor financeiro, tendo, entretanto, considerado que algumas das peças valem pela sua importância histórica, enquanto outras equivalem pelo seu valor efectivo e emocional para a família e que todo este espólio vai ser enquadrado nos “vários leques que a própria colecção estabelece”, em dois núcleos que serão permanentemente expostos nas cidades do Mindelo e da Praia.

A obra vai ser ainda exposta em outros dois núcleos que estarão em rotatividade pelos demais concelhos, dada a sua importância, principalmente porque, acredita o governante, que o país não tem nenhuma peça equivalente as obras doadas, nem em termos históricos, nem em termos da própria colecção das culturas africanas.

Abraão Vicente aproveitou a ocasião para lançar um desafio às famílias ou individualidades que tenham documentos e obras de valor que possam fazer parte da colecção da arte contemporânea que façam a doação no sentido de materializar a ideia de estabelecer em todos os municípios essa perspectiva de uma rotatividade de Cabo Verde.

Anunciou ainda, para Outubro, o início dos trabalhos de identificação das obras existentes nas instituições públicas para que o Estado possa nacionalizar e tomar posse de todas as peças e obras compradas ao longo dos 42 anos da independência de Cabo Verde, a favor do público e dos museus cabo-verdianos.

SR

Inforpress/Fim

 

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