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Cabo Verde faz da diversidade “uma força” em iniciativa no Senado francês

Paris, 09 Jul (Inforpress) – Cabo Verde promoveu na noite de quinta-feira um jantar para dinamizar a lusofonia e a francofonia no Senado, em Paris, reunindo personalidades das comunidades lusófonas com o objectivo de fazer avançar “um espaço de fraternidade” entre os povos.

“A diversidade é uma força. […] Vocês estão esta noite a tecer um fio entre os corações dos lusófonos e dos francófonos num espaço de fraternidade”, disse Elisabeth Moreno, ministra francesa da Igualdade com origens cabo-verdianas que enviou uma mensagem gravada para este evento.

O jantar, com cerca de 60 pessoas decorreu esta noite no Senado francês e juntou representantes de diferentes países lusófonos, mas também empresários, associações e ainda representantes da francofonia. Um encontro que quis lançar a semente para outros eventos.

“Queremos que estes pequenos gestos façam mover as pessoas, utilizando a língua, algo que partilhamos todos. Isto já está a ser feito quando os países francófonos se aproximam dos países lusófonos e há uma proximidade natural entre todos estes países”, declarou Hércules Cruz, embaixador de Cabo Verde em França, aos jornalistas.

Para Paulo Pisco, deputado português, estes eventos mostram as potencialidades das diásporas lusófonas

“Esta noite é uma perfeita demonstração da importância que as diásporas podem ter. A lusofonia existe em rede. Um dos grandes objectivos que a CPLP tem é de ir ao encontro e conquistar as opiniões públicas nos seus países e isso tem sido uma tarefa verdadeiramente difícil”, lamentou o deputado português.

De forma a fortalecer estes laços, Tito Paris, cantor, que esteve também no jantar em Paris, pediu às autoridades portuguesas uma maior presença da língua em África.

“Em Cabo Verde, devia haver mais presença da língua portuguesa, assim como Angola e nas províncias. Uma biblioteca, algo virado para as pessoas.  Nas ilhas, vamos para Santo Antão e não há uma presença da língua portuguesa. As pessoas falam português porque já fomos portugueses”, avisou o cantor.

Do lado da francofonia, a iniciativa foi abraçada pelo senador, Stéphane Artano, que representa o território ultramarino de Saint-Pierre-et-Miquelon, e que tem também como objectivo aproximar a lusofonia e a francofonia.

“Há laços históricos entre os dois territórios. Partilhamos os mesmos valores de Cabo Verde e de Portugal. É uma fraternidade de valores que vale a pena celebrar e vamos continuar a imaginar coisas juntas, aqui no Senado, como debates e encontros literários”, indicou o senador francês.

Este evento serviu também para assinalar o fim da presidência de Cabo Verde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), já que o país integra também a Organização Internacional da Francofonia.

Inforpress/Lusa

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