Cabo Verde está preparado para a erradicação do paludismo em 2020 – ministro da Saúde  

Cidade da Praia, 25 Abr (Inforpress) – Cabo Verde está preparado para a erradicação do paludismo em 2020, disse hoje o ministro da Saúde, lembrando que o país, desde 2018, não registou nenhum caso de paludismo autóctone.

“Cabo Verde, desde o ano passado, não teve nenhum caso de paludismo autóctone. Estamos num bom caminho, são três anos sem nenhum caso para tingirmos a meta e estamos seguros que com o extraordinário trabalho que vem sendo realizado em parceria com diferentes serviços, que é possível atingirmos a meta de eliminação em 2020”, disse.

Arlindo do Rosário fez essas considerações em declarações à imprensa, à margem da cerimónia para assinalar o Dia Mundial de Luta contra o Paludismo, que aconteceu no bairro de Achadinha (polivalente Djon Pitata) e que este ano se comemora sob o lema “Zero Malária começa comigo”.

Aliás, tendo em consideração o lema que incentiva todos a participarem na luta contra o paludismo, o governante defendeu que a contribuição da sociedade civil para que o país atinja a meta da eliminação é “fundamental”.

Para isso, sublinhou que é preciso que o ministério e as entidades nacionais partilham os resultados alcançados e só foi possível devido a “forte parceria da população cabo-verdiana”.

Arlindo do Rosário advertiu, por outro lado, que só é possível conseguir atingir a meta se a população continuar a apoiar na eliminação dos focos e viveiros, num trabalho que perspectiva melhor saneamento e melhor capacidade de responder ao objectivo do arquipélago.

Nesta tarefa, admitiu que o apoio e o papel da comunicação é fundamental para a sensibilização da população cabo-verdiana quanto ao combate aos viveiros de mosquito que provoca a doença.

Lembrou ainda que desde 2017 o país não registou nenhum caso de outras doenças produzidas pelo mosquito (dengue e zika), mas chamou a atenção de todos, uma vez que, segundo relembrou, Cabo Verde está situado num ponto de cruzamento (Africa e América do Sul) onde há registos de casos de epidemia e doenças provocadas pelo mosquito.

Desde Janeiro, o arquipélago não registou nenhum caso de paludismo autóctone, mas registou dessa data a esta parte quatro casos de paludismo importado.

O país viveu em 2017 um aumento de casos autóctones, sobretudo na Cidade da Praia, onde se registou mais de 400 casos.

Já em relação as outras doenças arboviroses, o arquipélago registou epidemia de zika nos finais de 2015 e meados de 2016, com notificação de mais de 7.500 casos suspeitos, enquanto a Dengue aconteceu em 2009, com registos que apontaram para 21 mil 383 casos suspeitos, com evolução de 174 para febre hemorrágica e 6 óbitos.

De Janeiro a Junho de 2010, o país voltou a registar 305 casos da Dengue, sendo os concelhos da Praia e São Filipe os mais afectados pela doença.

No entanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou esta terça-feira (23) que iniciará a implementação da primeira vacina contra a malária, que foi desenvolvida ao longo de 30 anos, e que tem protecção parcial contra a doença em crianças pequenas.

Segundo a OMS, o primeiro país a receber doses da vacina será o Malaui, seguindo-se depois Gana e Quénia.

A RTS é a primeira e, até hoje, a única vacina que mostra um efeito protector contra a malária em crianças pequenas e entrará para o calendário de vacinação dos referidos países.

A malária mata 435 mil pessoas por ano, e a maioria delas crianças menores de cinco anos.

PC/JMV

Inforpress/Fim

 

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos