Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Cabo Verde está na fase de transição das doenças infecciosas para as crónicas não transmissíveis – INSP

Cidade da Praia, 17 Jul (Inforpress) – Cabo Verde está na fase de transição das doenças infecciosas para as crónicas não transmissíveis que atinge cerca de 35% dos cabo-verdianos e primeira causa de morte no país, revelou a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública.

Maria da Luz Lima, que falava aos jornalistas esta manhã, na Praia, momentos antes da abertura do II Fórum Nacional de Promoção da Saúde que decorre sob o lema “Promoção da Saúde e Saúde Global”, disse que o maior desafio neste momento são as doenças crónicas não transmissíveis como a hipertensão, diabetes e cancro, o que mostra que a epidemiologia das doenças está a mudar.

“O maior problema que temos agora são as doenças crónicas não transmissíveis, que têm outro perfil e outro carácter, o que implica estratégias novas porque são doenças derivadas de lógica diferentes, com um carácter permanente, não têm cura, têm de tomar medicamentos, cuidados sempre, onde as pessoas têm de fazer muita acção para não terem essas doenças sobretudo aquelas que têm familiar com essas doenças”, constatou, realçando que actualmente as doenças infecciosas estão reguladas.

“O foco são as doenças crónicas não transmissíveis que no fundo acaba por ser natural porque com o aumento da esperança de vida, e adoptação de hábitos de estilo de vida sobretudo a nível alimentar com o aumento e ingestão de produtos importados de outros países com muito sal, acabamos por ter um pouco esses factores de risco que nos levam a ter esses tipos de doenças não transmissíveis”, sublinhou.

Entretanto considerou que, neste momento, “a saúde está boa com bons indicadores”, sendo que a qualidade de prestação de cuidados tem aumentado, com uma baixa taxa do HIV-Sida, doenças infecciosas controladas, há mais de 20 anos que o país não tem doenças preventivas pela vacinação, tendo assegurado que estão a trabalhar no acesso universal e promoção da saúde para ter menos doentes no futuro.

Entretanto avançou que ainda no decorrer deste ano vai ser realizado o segundo inquérito de doenças não transmissíveis e factores de risco, sendo que todos os dias morrem nos hospitais pessoas com doenças consequências da hipertensão que se tornou na primeira causa de mortalidade em Cabo Verde, e, de acordo com os últimos dados de 2007, atinge cerca de 35 por cento da população cabo-verdiana.

“A hipertensão arterial é um problema muito sério, da qual precisamos de números para agir”, precisou, frisando que, de acordo com perfil epidemiológico do país, a promoção é a melhor “arma” para combater os factores de risco, doenças e suas consequências.

Tendo em conta esta problemática, afirmou que o Ministério da Saúde e da Segurança Social escolheu 2019 como o Ano da Hipertensão Arterial e Promoção dos Comportamentos Saudáveis” de modo a sensibilizar a população para esta questão.

Organizado pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), o evento visa sensibilizar e trocar experiências sobre a promoção da saúde e novas ferramentas a serem utilizadas na promoção da saúde de modo a ter o impacto desejado no combate às doenças.

AV/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos