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Cabo Verde está longe de estar perante situação de crise alimentar e nutricional –  Governo

Cidade da Praia, 15 Jun (Inforpress) –  Apenas 3,5% das famílias cabo-verdianas estão em situação de insegurança alimentar (fase III), o que demonstra que Cabo Verde está longe de estar perante uma crise alimentar e nutricional, garante o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva.

“Um país está em crise alimentar quando essa franja ultrapassa os 20% da população”, explicou o ministro que, entretanto, considera que mesmo existindo apenas os 3% a situação não deixa de ser preocupante, precisando ser resolvida e ultrapassada.

O governante que falava hoje aos jornalistas no final da VII reunião ordinária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, não soube, no momento, precisar em que medida a situação da seca que se vive actualmente teve o seu impacto na variação dos dados, mas salientou que o risco da insegurança alimentar é sem dúvida um dos principais efeitos da seca.

“Quando nós temos seca é evidente que temos mais famílias vulneráveis porque temos uma agricultura iminentemente familiar e na maior parte dos casos de subsistência. Então isto significa que as famílias cultivam a terra e dela tiram muitos alimentos para seu autoconsumo, e havendo uma redução muito forte na produção dos alimentos essas famílias tornam-se mais vulneráveis”, precisou.

Neste sentido realçou todas as acções que vêm sendo realizadas no âmbito do plano do   Governo para a mitigação da seca do mau ano agrícola, nomeadamente a criação dos postos de trabalho para garantir que as famílias tenham rendimento e pela via da compra e acesso ao alimento.

O governo, salientou, está firme no seu propósito de diminuir e debelar a insegurança alimentar e nutricional em Cabo Verde.

Para tal, lembrou que já foi aprovado, na generalidade, a proposta de lei do direito humano à alimentação adequada, e indicou que na preparação do novo ano agrícola a questão da segurança alimentar e nutricional vai ser levado em conta por forma evitar o agravamento da situação actual.

“É evidente que se nós tivermos mais um ano de fraca produção esta situação tende a agravar-se consideravelmente e as medidas mitigatórias terão de ser tomadas atempadamente”, salientou.

De entre as recomendações do conselho estão a harmonização de todas as políticas públicas para produzir melhores resultados e para tal propôs-se a densificação da rede nacional de segurança alimentar e nutricional, envolver mais os municípios para que haja uma abordagem mais próxima, e fazer participar as representações das várias comunidades na execução das políticas.

A transformação da agricultura numa agricultura mais adaptada às mudanças climáticas, a formação dos jovens e atração de mais investimentos ao nível da transformação agroalimentar e a melhoria da logística agrícola foram outros assuntos abordados durante a reunião.

MJB/FP

Inforpress/fim

 

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