Cabo Verde está a ser pioneiro na implementação da economia azul em África–ministro

Cidade da Praia, 18 Mar (Inforpress) – O ministro da Economia Marítima, Paulo Veiga, afirmou hoje que Cabo Verde está a ser pioneiro na implementação da economia azul em África, cumprindo assim, os objectivos das Nações Unidas e dos ODS.

Paulo Veiga falava aos jornalistas à margem da cerimónia de abertura da IVª Reunião do Comité de Pilotagem(CP) da Economia Azul, realizada esta quarta-feira, na cidade da Praia, que teve como objectivo, a apresentação do Plano Nacional de Investimento para Economia Azul (PNIEA) e o Programa de Promoção para Economia Azul (PROMEA).

Durante o encontro, de acordo com o responsável pela pasta da Economia Marítima serão discutidos os fundos e mecanismos de financiamento e criação de condições para que as entidades privadas possam igualmente desenvolver esses tipos de projectos.

Conforme avançou o governante, o referido plano contempla pelo menos sete projectos estruturantes de impactos para a transição do país para a economia azul, realçando que, no que se refere à preservação do ecossistema marinho, o plano contempla um grande projecto para as ilhas de Santiago, Sal e São Vicente.

“Vamos começar por essas ilhas, mas o objectivo é aplicá-lo a nível nacional, a partir do momento que seja aprovado pelo Conselho de Ministros. É um mecanismo para que todos os projectos, sejam públicos ou privados, sigam este conceito da conservação do ambiente”, afirmou.

O objectivo, segundo este responsável, visa diminuir a pobreza, aumentar o emprego e garantir a conservação do ecossistema, adiantando, por outro lado, que Cabo Verde em relação aos outros países está mais avançado no que se refere a adopção de instrumentos.

“Estamos mais avançados com outros países relativamente a instrumentos, sabemos que há outros países que já fazem o investimento de acordo com as orientações da economia azul, mas não têm um plano unificado para o país todo”, disse, garantindo, que o Governo está a criar os mecanismos e as linhas de crédito visando garantir a implementação da Economia Azul no país.

Por seu turno, a representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em Cabo Verde, Ana Touza, destacou, a importância do Plano Nacional de Investimento para Economia Azul (PNIEA), lembrando que o mesmo foi conseguido graças à decisão de criação de um quadro estratégico unificado para a economia azul.

“Cabo Verde mais uma vez surge na linha de frente como primeiro país a ter um documento com uma visão holística da economia azul que comporta ainda o PNIEA e PROMEA”, afirmou, considerando-os como instrumentos catalisadores do desenvolvimento da cadeia de valores da economia azul.

Encorajou, neste sentido o Governo a prosseguir com o processo de implementação da economia azul, aperfeiçoando todos os elementos que compõem, tendo, no entanto, apontado a mobilização dos recursos para a diversificação económica como um dos desafios a serem ultrapassados.

CM/ZS

Inforpress/Fim.

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