Cabo Verde está a fazer bom trabalho em relação aos riscos de doenças não transmissíveis – OMS

Cidade da Praia, 30 Jan (Inforpress) – O representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cabo Verde, Mariano Salazar Castellon, considerou hoje que o País tem feito um “bom trabalho” em relação aos riscos de doenças não transmissíveis.

Mariano Salazar Castellon falava à imprensa, à margem da conferência sobre Abordagem STEPwise na vigilância dos factores de risco das doenças não transmissíveis na Região Africana da OMS, realizada hoje no âmbito da visita a Cabo Verde, de uma missão de assistência técnica do consultor da OMS, para trabalhar na preparação do II Inquérito às Doenças Crónicas Não-Transmissíveis (IDNT) 2019.

Nas suas declarações, este responsável começou por apontar que a relevância do II Inquérito às Doenças Crónicas Não-Transmissíveis (IDNT) 2019 “é mesmo para actualizar os dados disponíveis em relação ao risco das doenças não transmissíveis.

É que segundo relembrou, o último inquérito foi feito no ano 2007. Por isso, disse que Cabo Verde tem agora possibilidade de relançar o inquérito, o que, conforme defendeu, vai ser “muito útil” para aperfeiçoar a resposta social em relação aos riscos das doenças não transmissíveis.

Prosseguindo, esta fonte pontuou que “Cabo Verde está a fazer um “trabalho muito bom” com relação aos riscos.

Mariano Salazar Castellon exemplificou o trabalho que se está a ser feito em relação ao consumo abusivo do álcool, a aplicação da convenção quadro do tabaco e a “excelente” iniciativa do ministério do Desporto para promover a actividade física e o desporto.

O representante da OMS também referiu a uma experiencia “excelente” que está acontecendo na Região Sanitária de Santiago Norte, com relação à prevenção da gravidez nos adolescentes e também ao ganho que o país tem tido, neste momento, para promover o envelhecimento saudável e para definir um plano de luta contra o cancro.

Cabo Verde, conforme disse Mariano Salazar Castellon, se distingue dentro da sub-região africana, precisamente por estas características que “a fazem um país de referência na região e não só, em termos das diferentes dimensões de trabalho que estão sendo promovidos pelo governo” nos aspectos supracitados.

Entretanto, informou o interlocutor que uma das preocupações da OMS está relacionada com o sistema de informação sanitária.

“Neste momento, precisamente, estamos a ver a possibilidade de mobilizar uma assistência técnica específica com um profissional internacional. Vamos depois confirmar o interesse do Ministério da Saúde para brindar esta contribuição para o desenvolvimento do sistema de informação sanitária do país”, ajuntou.

Na óptima deste especialista, o País não pode depender só dos inquéritos, “que são relevantes, mas que são custosos”.

“O País tem que desenvolver o sistema de informação sanitária, mais e melhor e tem que tirar mais proveito dos dados administrativos possíveis”, defendeu o representante da OMS para quem isto irá ajudar a aprimorar a resposta institucional e social sobre o comportamento de diferentes doenças no País.

Ainda no seu depoimento, Mariano Salazar Castellon frisou que Cabo Verde está inserido no grupo dos cinco países mais desenvolvidos no âmbito da saúde na região africana e que alguns indicadores de saúde no País, nomeadamente a expectativa de vida, competem facilmente com indicadores de países europeus desenvolvidos.

Mas, ainda assim, disse, Cabo Verde, como qualquer país do mundo, tem espaço para melhorar.

“Nós estamos a ajudar o País na melhoria da cobertura em saúde, na resposta às emergências e também para melhorar os contributos nos diferentes ângulos para promover a saúde das pessoas”, finalizou.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

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