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“Cabo Verde é um grande exemplo de democracia, de boa governação e sucesso económico e social” – Ramos Horta

Cidade da Praia, 26 Out (Inforpress) – O antigo chefe de Estado de Timor-Leste afirmou que Cabo Verde é um “grande exemplo” de democracia, de “boa governação e sucesso” económico e social.

José Ramos Horta fez esta consideração aos jornalistas no final de uma “Entrevista de vida” realizada pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, no âmbito da III edição do Morabeza-Festa do Livro, que teve lugar esta sexta-feira, na Cidade da Praia.

Para o Prémio Nobel da Paz é um “prazer enorme” voltar a Cabo Verde para participar num evento literário, contudo disse estar “impressionado” com o “rápido” progresso material, cultual e económico que se verifica no país.

“Agradável surpresa em ver a transformação rápida deste país. Eu tenho citado Cabo Verde em muitas ocasiões e em muitos fóruns em Washington, na Europa. (….) Citei Cabo Verde como um país que não chove, só tem pedras, não tem petróleo, não tem gás, mas, no entanto, é das economias mais bem governadas do continente africano”, considerou.

Falando da literatura em Timor-Leste, o quarto presidente de Timor-Leste (2007 a 2012) informou que a situação da produção literária em língua portuguesa ainda é muito limitada, porque existem poucos escritores que escrevem em português.

Respondendo a uma pergunta da plateia durante a “Entrevista de vida”, sobre a língua portuguesa, Ramos Horta afirmou que há três pilares importantes da identidade de Timor, nomeadamente a língua tétum, o português e a religião católica.

Recordou que no último ano da “missão civilizadora” portuguesa havia apenas 7% dos timorenses que falavam o português, mas que actualmente 30% da população fala português, enquanto a língua que domina em Timor-Leste é o tétum.

Lembrou que são várias as iniciativas feitas ao longo dos anos pela Embaixada de Portugal em Timor, a Fundação Oriente e o Instituto Camões, para a promoção da língua portuguesa através das feiras de livros e de exibição de filmes.

“Não é nada de novo que nós não tenhamos feito. E verificamos que essas iniciativas como esta que está aqui a acontecer agora é muito útil também porque os livros são de preço acessível”, notou.

Ajuntou que o livro mais comprado em Timor, durante as feiras de livro, é o dicionário de língua portuguesa, uma vez que é “muito útil, prático para os jovens que ainda estão a aprender o português”.

A II edição da Morabeza-Festa de livro continua hoje, na Cidade da Praia, com a apresentação da coletânea de três livros “Direitos Humanos, Ambiente e diversidade” escrita ao vivo com Ondjaki entre outras actividades.

AM/AA
Inforpress/Fim

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