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Cabo Verde e Timor-Leste destacam-se pelos bons resultados na luta contra a malária – OMS

Lisboa, 21 Abr (Inforpress) – Cabo Verde e Timor-Leste são os países lusófonos que se destacam positivamente no mais recente relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a malária, que será hoje apresentado, juntamente com uma nova iniciativa para combater a doença.

A propósito do Dia Mundial da Malária, que se assinala domingo, 25, a OMS felicitou hoje o número crescente de países que se estão a aproximar, e a alcançar, zero casos de paludismo.

Segundo a OMS, dos 87 países com malária, 46 reportaram menos de 10.000 casos da doença em 2019, em comparação com 26 países em 2000.

No final de 2020, 24 países tinham comunicado a interrupção da transmissão do paludismo durante três anos ou mais. Destes, 11 foram certificados como isentos de malária pela OMS.

“Muitos dos países que hoje reconhecemos transportaram, em tempos, um fardo muito pesado de malária. Os seus sucessos foram duramente conquistados e só vieram após décadas de acção concertada”, disse o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, acrescentando: “Juntos, eles mostraram ao mundo que a eliminação da malária é um objectivo viável para todos os países”.

Segundo a OMS, através da iniciativa E-2020, lançada em 2017 e que consistiu no apoio a 21 países nos seus esforços para chegar a zero casos de paludismo até 2020, oito países atingiram essa meta: Cabo Verde, Argélia, Belize, China, El Salvador, República Islâmica do Irão, Malásia e Paraguai.

A organização destaca ainda os “excelentes progressos” registados em países como Timor-Leste, que reportou apenas um caso indígena, e o Butão, a Costa Rica e o Nepal, com menos de 100 casos.

“O sucesso é impulsionado, antes de mais, pelo compromisso político dentro de um país endémico para acabar com a doença”, disse Pedro Alonso, director do Programa Global da OMS contra a Malária.

Este compromisso, prosseguiu, traduz-se “num financiamento interno que é frequentemente sustentado ao longo de muitas décadas, mesmo depois de um país estar livre da malária”.

A maioria dos países que chegam ao paludismo zero têm sistemas de cuidados de saúde primários fortes que asseguram o acesso a serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento do paludismo, sem dificuldades financeiras, para todas as pessoas que vivem dentro das suas fronteiras – independentemente da sua nacionalidade ou estatuto legal, refere a OMS.

Com base nos sucessos do E-2020, a OMS identificou um novo grupo de 25 países com potencial para erradicar a malária dentro de um prazo de cinco anos, lançando hoje a iniciativa E-2025, que tem esse propósito.

“Através da iniciativa E-2025, lançada hoje, estes países receberão apoio especializado e orientação técnica à medida que trabalham para o objectivo de erradicar a malária”, indica a OMS.

Segundo os dados mais recentes sobre a malária, seis países da sub-região do Grande Mekong – Camboja, China (província de Yunnan), República Democrática Popular do Laos, Myanmar, Tailândia e Vietname – deram “grandes passos” em direcção ao seu objectivo comum de eliminação da doença até 2030.

Nestes seis países, o número de casos notificados de malária diminuiu 97% e as mortes foram reduzidas em mais de 99, passando de 6.000 para 15, entre 2000 e 2020.

Neste comunicado, a OMS assinala o impacto da pandemia de covid-19 e o desafio em que se traduziu para as respostas à malária em todo o mundo.

“Desde os primeiros dias da pandemia, a OMS tem instado os países a manter serviços de saúde essenciais, inclusive para a malária, assegurando ao mesmo tempo que as comunidades e os trabalhadores da saúde sejam protegidos da transmissão da covid-19”, refere a organização.

“Muitos países endémicos montaram respostas impressionantes à pandemia, adaptando a forma como prestam serviços na malária às restrições da covid-19 impostas pelos governos”.

Como resultado destes esforços, o pior cenário possível foi evitado.

“Se o acesso a redes e medicamentos antimaláricos fosse severamente restringido, o número de mortes por paludismo na África subsaariana poderia duplicar em 2020, em comparação com 2018”, de acordo com a OMS.

No entanto, e mais de um ano após a pandemia, “persistem em todo o mundo perturbações substanciais dos serviços de saúde”.

De acordo com os resultados de um novo inquérito da OMS, aproximadamente um terço dos países em todo o mundo comunicaram perturbações nos serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento da malária durante o primeiro trimestre de 2021.

Em muitos países, os bloqueios e restrições à circulação de pessoas e bens levaram a atrasos na entrega de redes mosquiteiras tratadas com insecticida ou campanhas de pulverização de insecticida de interior.

Os serviços de diagnóstico e tratamento da malária foram interrompidos, uma vez que muitas pessoas não puderam – ou não quiseram – procurar cuidados nas instalações de saúde.

A OMS apela a todas as pessoas que vivem em países afectados pelo paludismo a “vencer o medo”.

“As pessoas com febre devem dirigir-se à unidade sanitária mais próxima para serem testadas contra a malária e receberem os cuidados de que necessitam, no contexto dos protocolos nacionais da covid-19”, conclui a organização.

Inforpress/Lusa

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