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Cabo Verde é o país que mais informações têm colocado na Plataforma 50 MFAP – ICIEG (c/áudio)

Cidade da Praia 12 Mar (Inforpress) –  Cabo Verde é o país que mais informações tem disponibilizado na “Plataforma 50 mulheres africanas têm a palavra” (50 MFAP), disse hoje a presidente do Instituto Cabo-verdiana da Igualdade e Equidade do Género.

Rosana Almeida, que falava aos jornalistas momentos antes da apresentação da plataforma a 300 mulheres que labutam em várias áreas na Ilha de Santiago, disse que a forma como as mulheres estão a aderir a esta plataforma digital mostra a “sede de um empoderamento, a sede de um mercado, a sede de troca de experiência e a sede de procura de financiamento”.

De acordo com dados do Instituto Nacional Estatística (INE), 92 por cento (%) das mulheres usam telemóveis e, estando esta plataforma digital disponível na internet e em dispositivos móveis como aplicação, isso vai facilitar o acesso dessas mulheres a este intercâmbio de ideias na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Para Rosana Almeida esta é uma “oportunidade de ouro” para promover o empoderamento das mulheres cabo-verdianas e das mulheres africanas que estão em Cabo Verde.

“Vão trocar experiências, vão procurar financiamento para as suas empresas, vão, sobretudo, através de um telemóvel, vender os seus produtos em qualquer um desses países. Digamos que é a forma de integração plena das mulheres na CEDEAO através de um telemóvel”, explicitou.

Cabo Verde, segundo a mesma, é o País com mais inscrição nesta plataforma, que está online desde Dezembro de 2019, e ainda há “muita procura”, uma vez que o ICIEG está a mobilizar mais participantes, através de uma parceria estreita com a Câmara de Comércio do Sotavento, a Associação de Empregadas Domésticas, mulheres representantes de todas as câmaras municipais e com a Associação de Mulheres do Sucupira.

A ideia, sublinhou, não é atrair apenas as mulheres empresárias que já têm o seu percurso, mas, sobretudo, atrair mulheres que estão no sector informal, levando-as a actuar “aqui dentro para fora” e ir ao encontro de outras mulheres que as possam “levar mais longe”, a uma plataforma ou a um mundo onde haja acesso ao financiamento e ao mercado, à troca de experiência e onde haja acesso à formação.

Por seu turno, o coordenador da Célula Nacional de CEDEAO, João Almeida, que fez a abertura do evento, destacou o engajamento das mulheres cabo-verdianas em procurar por oportunidades em outros mercados.

Transmitindo uma mensagem do ministro da Integração Regional, Rui Figueiredo Soares, João Almeida disse que o governante recomendou as mulheres a tirarem o “máximo proveito” de todos os programas de financiamento que existem na CEDEAO, e que podem ser benéficos para o desenvolvimento dos seus negócios.

“Esperamos que as nossas mulheres cabo-verdianas tenham acesso e que se empenhem na divulgação dos seus produtos e na procura de melhores oportunidades noutros pontos do continente africano”, encorajou-as.

A apresentação pública da plataforma foi co-presidida pelo coordenador da Plataforma 50 MFAP, M. Mahmoud Kane.

O projecto é uma iniciativa do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), em parceria com a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), o mercado comum da África Oriental e Austral (COMESA) e a Comunidade da África Oriental (EAC).

AM/AA
Inforpress/Fim

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