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Cabo Verde e China gozam de “excelentes relações” com “marcas visíveis” de cooperação – presidente da Amicachi

Cidade da Praia, 24 Abr (Inforpress) – O presidente da Associação de Amizade Cabo-Vrde – China (Amicachi) considerou hoje que os dois países gozam de “excelentes relações” e com “marcas visíveis” dessa cooperação, que pode ser alargada a nível económico, turístico e da economia azul.  

José Correia, em entrevista à Inforpress, no âmbito do 45º aniversário das relações diplomáticas entre Cabo Verde e China, que se comemora este domingo, 25, sublinhou que as marcas “visíveis” desta cooperação versam a construção de diversas infra-estruturas.

Entre elas nomeou os palácios da Assembleia Nacional, do Governo e da Presidência da República, a barragem do Poilão, a Maternidade do Hospital Agostinho Neto, o Estádio Nacional, numa cooperação que abarca ainda a formação de quadros, a cultura e a saúde.  

O economista, um dos primeiros estudantes cabo-verdianos a se formar na China, disse acreditar, entretanto, que há “um grande potencial” de cooperação entre os dois países a ser explorado a nível económico, no turismo e principalmente na economia azul, com vantagens para ambas as partes.  

O presidente da Amicachi é de opinião ainda que Cabo Verde pode “ganhar muito” ao fazer parte da iniciativa chinesa «Uma Faixa, Uma Rota» e potenciar o seu desenvolvimento e papel na região onde está inserido, sobretudo se explorar os sectores da economia azul e turismo.  

“Eu penso que Cabo Verde pela sua localização e pelo seu papel histórico que teve na ligação entre continentes e povos, o papel de rota não nos é alheio e até já o fizemos e hoje podemos fazê-lo com as oportunidades e desafios que temos”, sustentou.  

José Correia é um dos dois primeiros estudantes cabo-verdianos que seguiram para a China em 1996 para fazer os estudos superiores, e hoje quase 25 anos depois, há centenas de quadros formados nesse país asiático.  

No seu entender, a formação no âmbito dos recursos humanos, nomeadamente a nível de formação superior, “evoluiu muito”, já que 1996 a China disponibilizou duas bolsas de estudo e hoje disponibiliza mais de três dezenas de bolsas de estudo por ano.  

“Hoje, há mais de quatro centenas de estudantes formados na China, uns regressaram a Cabo Verde para dar a sua contribuição ao desenvolvimento do país e outros ficaram na China ou foram para outros países”, acrescentou, advogando que se trata de uma “cooperação frutífera”, que deve continuar e aprofundar.  

A Amicachi foi fundada há cerca de dez anos por ex-estudantes de Cabo Verde na China e tem como missão promover as relações entre os dois países, de forma complementar à cooperação governamental, bem como contribuir para o desenvolvimento de Cabo Verde. 

Em África existem quase 60 associações de amizade para promover relações com a China, à semelhança do que faz a Amicachi. 

ZS/AA 

Inforpress/Fim 

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