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Cabo Verde é candidato a ser declarado país livre de paludismo se não registar caso até 2021 – OMS (c/áudio)

Cidade da Praia, 20 Mar (Inforpress) – O representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) garantiu hoje que se até Fevereiro de 2021 Cabo Verde não registar nenhum caso de paludismo é candidato a ser certificado como país livre de paludismo pela OMS.

Hermand Agudelo fez este anúncio na abertura do ateliê de apresentação, discussão e validação do Plano Estratégico de Eliminação do Paludismo no horizonte 2020/2024, na Cidade da Praia.

Cabo Verde registou, em 2017, um total de 423 casos de paludismo e em Janeiro de 2018 registou dois casos providentes da epidemia de 2017.

Desde Janeiro de 2017, de acordo com o Serviço de Controlo das Doenças Vectoriais, não se registaram novos casos locais, mas em casos importados, em 2019, registaram-se 40 casos.

Segundo o representante da OMS, Cabo Verde implementou nos últimos anos dois planos de pré-eliminação, mas, “infelizmente”, não conseguirem eliminar na totalidade a malária.

“Como vocês podem observar nas estatísticas e no sistema de vigilância nacional há dois anos que não há mais paludismo no país, desde 2018. Isto significa que, se no mês de Fevereiro de 2021 o país não apresentar nenhum caso é um bom candidato para ser declarado país sem paludismo”, informou.

Contudo, realçou que há aspectos que devem ser reforçados neste novo Plano Estratégico como a vigilância epidemiológica, assegurar a prevenção e controlo de vectores e reforçar a comunicação comunitária.

Neste sentido, o coordenador do Programa Nacional de Controlo das Doenças à Transmissão Vectorial e dos Problemas de Saúde Ambiental, António Moreira, disse que este plano visa manter o `statu´ zero de casos autóctone de paludismo no País e evitar a sua reintrodução.

Ainda, prevê, durante a sua execução, a certificação da eliminação do paludismo, que é feita pela Organização Mundial de Saúde, isto é, certificado de um país isento de paludismo local.

Conforme informou, a maior parte das actividades que constam do plano já está a ser implementada, mas através deste plano vão continuar com as “boas práticas” e reforçar os pontos fracos, sobretudo na parte da vigilância.

“Temos de estar atentos e vigilantes em relação aos casos, diagnosticar precocemente, fazer a investigação à volta do caso, cercar a transmissão e fazer o seguimento. Fazemos isso, mas é preciso melhorar. O objectivo é não ter caso local, mas continuaremos a ter mosquitos transmissores é muito difícil eliminar o vector”, afirmou.

Neste quesito, disse que vão ter de trabalhar na luta anti-vectorial para manter a densidade do mosquito muito baixo, no sentido de se evitar à transmissão e ainda e estarão atentos aos casos importados.

Neste documento, apontou, vão ter protocolos padonizados e harmonização das intervenções a nível nacional em diferentes sectores, isto é, na área da vigilância e na área da gestão de casos, e na área de luta anti-vectorial, reforço dos recursos humanos e mais acções de formação e capacitação dos técnicos.

O primeiro Plano Estratégico de Eliminação do Paludismo, que vai ser validado na tarde de hoje, está alinhado com as resoluções, estratégicas e os planos regionais e mundiais.

AM/AA
Inforpress/Fim

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