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Cabo Verde deve ter grandes ambições quanto à preservação ambiental apesar da sua dimensão geográfica – ADAD

Cidade da Praia, 12 Fev (Inforpress) – A ADAD considerou hoje que não obstante a dimensão geográfica do arquipélago, as ambições de Cabo Verde relativamente às açcões de promoção e preservação do ambiente devem ser grandes por forma a garantir a sua sustentabilidade. 

Estas considerações foram feitas pelo representante da Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento (ADAD), Aristides Reis, à margem do workshop de apresentação do Plano de Ordenamento da Orla Costeira e do Mar (POOC-M) da Boa Vista, realizado na cidade da Praia. 

“Somos um país pequeno, mas em matéria de preservação ambiental a nossa ambição deve ser do tamanho do mundo. Então cada vez mais temos que estar a procurar de melhores soluções para uma melhor gestão das orlas costeiras, porque nós defendemos que o ambiente é a nossa maior riqueza, portanto se não preservarmos o ambiente o que será do nosso futuro”, questionou Aristides Reis. 

Conforme explicou, o Plano de Ordenamento da Orla Costeira e do Mar visa regular os critérios de ocupação e implantação de infra-estruturas e de protecção de recursos ambientais e patrimoniais da Boa Vista, publicado recentemente no Boletim Oficial. 

As infra-estruturas nas orlas marítimas e costeiras, referiu, provocam pressão que reflecte negativamente na biodiversidade marinha costeira e, consequentemente, no equilíbrio ambiental e na qualidade de vida, daí a necessidade de cada ilha ter o seu plano para a preservação da orla marinha costeira. 

“A nossa orla costeira tem sido muito pressionada por várias actividades humanas, então essas actividades pressionam toda a orla e se não forem acauteladas algumas medidas preventivas, essa pressão pode pôr em risco toda a protecçao natural da orla costeira e os ecossistemas marinhos que nós temos em Cabo Verde”, afirmou. 

Segundo este responsável, as orlas costeiras devem ser utilizadas da melhor forma possível para evitar colocar em risco o desequilíbrio ambiental, reforçando que o POOC-M contém indicações que orientam sobre as medidas que devem ser colocadas em práticas, visando garantir a sustentabilidade da orla marinha costeira. 

Tendo em conta os dados que apontam que 63% da população cabo-verdiana vive nas orlas costeiras, advogou a necessidade de haver a regulamentação sobre a utilização de forma sustentável da orla marinha costeira em Cabo Verde. 

A ADAD, informou por outro lado, quer com esse plano procurar cada vez mais respostas para os desafios que o país enfrenta nesta matéria, frisando que a proteção do ambiente é uma responsabilidade social que requer o engajamento das organizações da sociedade civil e do sector privado. 

CM/DR 

Inforpress/Fim 

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