Cabo Verde deve saber mobilizar experts, tecnologias e financiamento para boa governança em acção climática – ministro

Cidade da Praia, 07 set (Inforpress) – O ministro da Agricultura e Ambiente afirmou hoje que Cabo Verde, para ter uma boa governança em acção climática, deve saber fazer compreender a realidade cabo-verdiana para poder mobilizar capacidades em termos de experts, tecnologias e financiamento.

Gilberto Silva fez essa afirmação em declarações à imprensa à margem do acto de encerramento da formação de capacitação em “Estratégias de negociação em mudança do clima e preparação para a COP 27” realizado na Cidade da Praia, durante três dias.

“A estratégia de Cabo Verde tem de ir neste sentido, temos de mobilizar recursos para melhor nos adaptarmos às mudanças climáticas, ter capacidade de ser o exemplo na adopção dos princípios das melhores práticas e melhor quadro institucional e jurídico para que possamos ter uma boa governança e acção climática”, disse.

O governante que se referia sobre a estratégia de Cabo Verde neste processo, avançou que apesar de sermos um País que contribui muito pouco para as mudanças climáticas, sofremos muito com as suas consequências, pelo que devemos ser um exemplo em matéria de redução das emissões e alinharmo-nos em tudo aquilo que seja útil para o planeta.

Neste âmbito, considerou que a formação de capacitação é o início de toda uma etapa que será destinada aos vários “players” que contribuem para negociação climática no País, visto que o objectivo maior é não deixar o planeta aquecer mais de 1,5 graus centígrados (oC) em relação à época pré-industrial 1850.

“Neste momento estamos a 1,1oC o que significa que até ao final do século não podemos deixar que isto ultrapassa os 0,4 oC, o que significa grandes esforços globais nos países”, disse assegurando que para que este esforço possa acontecer é necessário que haja bom entendimento e boas negociações entre os países.

Conforme Gilberto Silva, as pessoas podem entender muito bem, tecnicamente e politicamente, de uma determinada matéria, mas é necessário saber negociar e criar entendimentos, daí a necessidade de reforçar a capacidade de negociação climática no País.

Informou ainda que outras sessões de capacitação podem surgir para diferentes especialistas, responsáveis e técnicos, assim como políticos, pois entende, que todos devem conhecer os meandros da negociação climática e compreender muito bem os argumentos de Cabo Verde neste contexto para que possamos ser um País relevante nesta matéria.

O planeta tem cerca de 197 Estados membros da convenção-quadro das Nações Unidas para as mudanças climáticas, sendo que Cabo Verde conta com o apoio do Núcleo Lusófono para trabalhar em colaboração com o Programa Acção Climática na definição e implementação de uma estratégia de negociação em Mudança do Clima para o País.

A formação de três dias visa apoiar no processo de capacitação dos membros da delegação de Cabo Verde para preparação da estratégia de negociação em mudança do clima na COP 27, apoiar no processo de elaboração de uma estratégia de diplomacia climática a médio prazo e apoiar no processo de elaboração e acompanhamento de uma estratégia de negociação para a COP 27.

A COP (2022) que terá lugar no Egipto no mês de Novembro, tem como proposta um debate sobre o avanço das mudanças climáticas e suas consequências, que estão cada vez mais sendo sentidas.

O racismo ambiental, refugiados climáticos, ecofeminismo e a inclusão de outros grupos, também serão pautas dentro do comité. Portanto, a Conferência tratará sobre a responsabilidade ecológica dos actores, a possibilidade de equilíbrio da economia junto com a sustentabilidade, cobrar resultados das políticas já adoptadas e, por meio da cooperação, achar soluções eficazes e estratégicas para a actual crise climática.

PC/HF

Inforpress/Fim

 

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