Cabo Verde deve “apostar fortemente” na prevenção e reforçar a sua capacidade de resiliência – ministro

 

Cidade da Praia, 28 Jun (Inforpress) – O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, afirmou hoje que Cabo Verde deve “apostar fortemente” na prevenção e reforçar a sua capacidade de resiliência para poder dar respostas em “tempo e a horas”.

Gilberto Silva, que falava na cerimónia de encerramento da reunião de preparação para a época das chuvas, promovida pelo Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), disse, ainda, que para dar respostas é preciso articulação técnica, capacidade de respostas das políticas e das operações de emergência da protecção civil.

Para isso, sublinou o governante, o país deve levar em conta as suas especificidades, assim como a sua realidade socioeconómica para poder ter um plano de segurança e de intervenção a todos os níveis.

É pois, neste domínio, que o governante considera que para o arquipélago é fundamental que haja uma “visão comum” e “estratégicas firmes” para fazer face as mudanças climáticas que já se fazem sentir.

“A complexidade do tema obriga-nos a estar pronto a toda hora e momento, e obrigamos a ter capacidades no comando de gestão das crises no país. Para isso, é fundamental que comecemos a prevenir pela via de formação e de uma legislação adequada a nossa realidade”, recomendou.

Mesmo reconhecendo que o Governo está sempre preparado para fazer face às chuvas, o ministro do Ambiente e Agricultura é de opinião que todos devem ter responsabilidade na matéria.

Neste âmbito, deixou um repto aos municípios no sentido de possuírem o seu plano de intervenção no caso de catástrofes ou chuvas com a vertente antes e o depois, trabalhando na limpeza da rede da drenagem, assim como na limpeza das cidades e vilas para reforçar a saúde pública.

O presidente do SNPCB, Nuno Oliveira, considerou de “muito proveitoso” o encontro que levou uma equipa multissectorial a debater a preparação para a época das chuvas no país.

“Com base nas informações que recebemos quanto a uma boa época de chuva, já enviamos, ainda hoje, algumas recomendações as câmaras municipais no sentido de se munirem de medidas preventivas”, disse.

Em relação às responsabilidades do SNPCB, o responsável avançou que já se deu início à planificação de algumas medidas em como enfrentar as situações que possam surgir, assim como melhor coordenar com os vários parceiros do sistema.

O país, segundo disse, possui “muitas zonas de risco”, pelo que é necessário haver disponibilidade de todos.

A lei, neste caso, informou, é clara e indica que num caso de emergência todos os meios existentes no município podem ser requisitados para intervenções.

As previsões pluviométricas para 2017 indicam chuvas dentro da média ou acima da média para Cabo Verde.

PC

Inforpress/Fim

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