Cabo Verde desce nove posições no ‘ranking’ mundial da liberdade de imprensa

Cidade da Praia, 03 Mai (Inforpress) – Cabo Verde caiu nove lugares no ‘ranking’ mundial da liberdade de imprensa, em relação a 2021, conforme o relatório que a ONG internacional, com sede em Paris, França, Repórter Sem Fronteiras (RSF) divulgou hoje.

Apesar da queda, o País continua a ocupar a melhor posição a nível dos países africanos de língua oficial portuguesa.

Depois de Cabo Verde, terceiro entre os lusófonos, é a Guiné-Bissau que surge como o melhor classificado (92º lugar). Angola é 99º e o Brasil 110º. Moçambique é o pior classificado entre os países de língua oficial portuguesa ao ficar na 116º posição entre um total de 180 países analisados.

Entre os países lusófonos, Portugal é o que alcança a melhor classificação (7º). Destaque igualmente para o crescimento de Timor-Leste que da edição do ranking de 2021 para este ano subiu da 71ª posição para a 17ª.

Os dados revelados pela RSF sobre a imprensa de língua portuguesa mostram que Cabo Verde e Moçambique são os dois únicos países que perdem posições no ‘ranking’. Cabo Verde desce nove lugares enquanto Moçambique perde oito posições.

Segundo a RSF, o arquipélago se destaca na região pelo ambiente de trabalho dos jornalistas. A liberdade de imprensa é garantida pela constituição. Os diretores dos meios de comunicação públicos, que dominam o cenário midiático, são nomeados diretamente pelo governo.

“Cabo Verde, dada a sua dimensão, possui um cenário midiático diversificado. Existem cinco canais de televisão, incluindo o canal público Televisão de Cabo Verde (TCV), o de maior audiência, três canais privados e um canal português dirigido aos países africanos de língua portuguesa”, lê-se no relatório da RSF.

De acordo com a mesma fonte, o País possui cerca de 10 estações de rádio, uma das quais é pública (Rádio de Cabo Verde, RCV). Com relação à imprensa escrita ou online, Cabo Verde possui uma agência de notícias, dois jornais impressos e cerca de cinco sites de notícias. Entretanto, a geografia do arquipélago também dificulta a distribuição da mídia em todas as dez ilhas.

Entretanto, países como Noruega, Dinamarca e Suécia continuam no topo da lista como um modelo democrático onde a liberdade de expressão prevalece, e embora haja melhorias na Moldova e na Bulgária.

A RSF observou igualmente uma polarização dos meios de comunicação social nos Estados Unidos, em França e na Polónia.

LC/CP

Inforpress/Fim

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