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Cabo Verde conta com cerca de sete mil espécies de fauna e flora – director do Ambiente

Cidade da Praia, 22 Mai (Inforpress) – O director Nacional do Ambiente, Alexandre Nevsky, disse hoje que Cabo Verde conta com cerca de sete mil espécies de fauna e flora descritas, sendo 51 por cento (%) marinhas e 47% terrestres, de diferentes taxas.

Em declarações à Inforpress, a propósito do Dia Internacional da Biodiversidade, explicou que apesar dos ganhos evidentes, continua a ser um desafio enorme a conservação da biodiversidade em Cabo Verde devido a diferentes factores, quer antrópicos (acção do ser humano sobre o meio ambiente) quer naturais.

“A pressão mais complexa é a resultante das mudanças climáticas que nos vai exigir medidas mais estruturantes para a adaptação aos efeitos negativos advenientes destas mudanças”, apontou, salientando que o reforço da gestão das áreas protegidas bem como a sua expansão será crucial na adaptação.

Conforme Alexandre Nevsky a política nacional para a biodiversidade é implementada de acordo com a ‘estratégia e plano de acção nacional para a biodiversidade’, com a vigência 2014-2030.

“Tivemos uma primeira estratégia aprovada em 1999 que permitiu, por exemplo, a criação e operacionalização de algumas áreas protegidas no país, entre outros ganhos importantes”, indicou.

Neste sentido, informou que a estratégia e plano de acção actual desenvolve-se em torno de três princípios fundamentais, nomeadamente a conservação efectiva e a integração dos valores da biodiversidade, o envolvimento e a participação de toda a sociedade na conservação e uso sustentável da biodiversidade e a distribuição justa e equitativa dos benefícios que assegurarão o desenvolvimento do país e o bem-estar da população.

Sobre a legislação vigente, o responsável considerou ser boa, mas, sublinhou que onde existem deficiências as legislações estão a ser revistas como por exemplo a legislação que protege as espécies de flora e fauna ameaçadas de extinção e a legislação sobre as áreas protegidas.

“No nosso quadro jurídico ainda faltam a legislação sobre a biossegurança e sobre o comércio internacional de espécies ameaçadas de extinção”, frisou, relembrando que em 2019 “houve um reforço” do nosso quadro jurídico com a legislação que criminaliza a captura, o abate, a comercialização e o consumo de qualquer parte de tartarugas marinhas.

O dia 22 de Maio foi proclamado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Biodiversidade, sendo que este ano o lema escolhido pelo Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica é “nós somos parte da solução”, que pretende relembrar a cada um de nós que somos parte integrante da natureza e que a solução se encontra nas nossas mãos.

HR/HF

Inforpress/Fim

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