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Cabo Verde com pesticidas abaixo do limite admissível mas frágil face à introdução fraudulenta do produto, José Teixeira (c/áudio)

Cidade da Praia, 25 Jun (Inforpress) – Em Cabo Verde o resíduo de pesticidas nos produtos está abaixo do limite máximo admissível, mas existem “fragilidades” e a possibilidade de introdução fraudulenta destas no mercado, revelou à Inforpress o director-geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária (DGASP).

“O resíduo de pesticidas nos nossos produtos está por debaixo do limite máximo admissível. Isso nos indica que, realmente, não há um descontrolo em termos de uso do produto, mas sabemos das fragilidades, por sermos um país aberto ao mundo, pelo que existe possibilidade de introdução fraudulenta no mercado”, precisou a mesma fonte à margem da 3ª reunião do Comité Nacional de Gestão de Pesticidas a decorrer, hoje, na DGASP.

Conforme José Teixeira, além do estudo que revela a percentagem de substâncias químicas utilizadas nos produtos para destruir pragas, o país através dos seus inspectores fitossanitários, que estão a trabalhar nas fronteiras para fazer vistorias das coisas que entram no arquipélago, mantem o controlo.

A nível do campo agrícola, realçou existir toda uma assistência técnica, seguimento e trabalho de sensibilização aos agricultores para que tenham a noção de que a ideia não é matar o “bicho”, mas sim combater as pragas caso existam.

Segundo disse, os agricultores nacionais têm toda a informação e sensibilidade no sentido de evitarem o uso de pesticidas de forma “irracional”.

“A nossa lista autorizada de pesticidas contém no seu seio pesticidas com baixo toxicidades e biológico. Aliás, dentro da lista a nível internacional e a homologada a nível regional, nós em Cabo Verde reduzimos bastante o uso de alguns pesticidas quanto à sua toxicidade”, acrescentou.

Em Cabo Verde, informou, pauta-se pela forma mais natural de destruição das pragas, identificando insectos que eliminam os inimigos naturais, multiplica-los e disseminar os campos de agricultores.

Neste momento, revelou, já existe no país uma fábrica de produção dos inimigos naturais.

No referente aos pesticidas, adiantou que no arquipélago, há alguns anos, foi recolhido cerca de 80 toneladas de pesticidas (maioria DDT) que foram enviadas a Roterdão (Holanda), no âmbito da Convenção assinada, para ser destruído.

Sublinhou ainda que, na altura, não se conseguiu recolher toda a pesticida existente, mas que está sendo feita a “limpeza” total do que será agora enviado, numa segunda leva dos produtos químicos para ser destruído.

“Neste momento não sei dizer a quantidade de produtos que temos catalogado, mas posso dizer que é muito mais residual comparado com a enviada na primeira leva para ser destruído”, ajuntou.

Perante este trabalho que está sendo levado a cabo por Cabo Verde, José Teixeira aconselha aos consumidores cabo-verdianos e turistas a preferirem o consumo dos produtos locais por serem mais sãos e não possuírem produtos contaminantes.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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