Cabo Verde com balanço positivo no diagnóstico e tratamento do VIH/Sida

Cidade da Praia, 01 Dez (Inforpress) – A Secretaria Executiva do Comité de Coordenação do Combate à Sida (CCS/Sida), fez hoje um balanço “bastante” positivo do tratamento do HIV/Sida em Cabo Verde, sobretudo, após a adopção do programa “diagnosticar/tratar” que aumentou a taxa de diagnósticos.

Celina Ferreira falava à Inforpress, no âmbito do Dia Mundial de Luta contra a Sida, que se assinala hoje, 01 de Dezembro, sob o lema “solidariedade mundial e responsabilidade partilhada” em homenagem às vítimas da covid-19, sobretudo as pessoas que vivem com VIH e que foram ameaçadas e vítimas da pandemia do novo coronavírus.

“O programa ‘Diagnosticar/Tratar’ foi um grande ganho e vamos mantê-lo, pois, com isso começamos a incluir as pessoas diagnosticadas, precocemente, no tratamento”, asseverou, sublinhando por outro lado, que hoje as pessoas que vivem com HIV possuem condições de esperança de vida normal, como a das outras pessoas, desde que cuidem da sua saúde.

E para que as pessoas que vivem com VIH cuidem melhor da saúde, Celina Ferreira, adiantou que a CCS/Sida, na situação da pandemia da Covid-19, continuou o programa e adaptou-se a ponto de desenvolver actividades com dispensa de serviços às grávidas, grupos vulneráveis, trabalhadores do sexos e outros.

Segundo disse, uma primeira acção da CCS/Sida no âmbito da pandemia foi suspender a prevenção primária, tendo o serviço pautado em prestar prevenção geral nas modalidades a longo alcance, através de rádios nacionais e comunitários, e presencial com animadores, assistentes sociais e psicólogos no terreno.

“No início da pandemia tivemos algumas dificuldades, mas após termos adoptado o guia prático, sobre o que uma pessoa que vive com VIH deve saber sobre covid-19, orientamos as pessoas a como proceder e que regras de segurança seguir, trabalhando a vertente prevenção, despistagem e apoio psicossocial”, acrescentou.

Ainda na Secretaria Executiva do CCS/Sida, na rubrica prevenção, foi oferecido um pacote de serviço preventivo com gel, lubrificante e preservativos, sobretudo, nas ilhas do Sal, Boa Vista, Santiago e São Vicente.

A maior dificuldade nesta pandemia, segundo informou, foi com a questão do apoio psicossocial e alimentar às pessoas que vivem e convivem com HIV/Sida.

Para contornar a situação, indicou que a CCS/Sida promoveu uma acção de formação em artes e ofícios para as pessoas que vivem com VIH.

Neste particular, afirmou que foi comprado um pacote de formação em arte junto do IEFP para que as pessoas que vivem com HIV tenham uma melhor instrução na matéria e que isso possa ajudar na sua sobrevivência mensal.

Em Cabo Verde a prevalência do VIH na população em geral é fraca e ronda os 0.6 por cento (%), sendo a mulher a mais infectada com 0.7%.

Em termos de prevalência, afirmou que a concentração do HIV nas populações-chave, constituídas por pessoas com deficiência, usuários de drogas, trabalhadores do sexo, homens que fazem sexo com homens, é duas a seis vezes mais do que na população em geral.

No país existem 2.600 pessoas em tratamento sendo que, destas, 85 são crianças. As ilhas com maior número de pessoas em tratamento são Santiago, São Vicente, Sal e Boa Vista.

Para assinalar a data está previsto um acto central no palácio do Governo com um balanço da prestação de respostas HIV/Sida no país, uma reflexão de como mitigar a covid-19 e acelerar as respostas do HIV, e uma exposição dos artigos de arte feitos por pessoas que vivem com a doença.

PC/HF

Inforpress/Fim

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