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Cabo Verde carece de vultosos investimentos para poder preparar e dar resposta aos desastres

Cidade da Praia, 13 Out (Inforpress) – O presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Reinaldo Rodrigues, disse hoje à Inforpress, na Cidade da Praia, que Cabo Verde carece de vultosos investimentos para poder preparar e dar resposta aos desastres.

“O Sistema Nacional de Protecção Civil carece ainda de vultosos investimentos para a implementação das sete áreas prioritárias da Estratégia Nacional para Redução de Risco de Desastre, de modo a melhorar a sua capacidade de resposta”, avançou o presidente do SNPCB.

Reinaldo Rodrigues, que falava à Inforpress no âmbito do Dia Internacional de Catástrofes que se assinala a 13 de Outubro, reiterou que tendo em conta a necessidade de se garantir uma abordagem integrada e transversal para a redução de riscos de desastres em Cabo Verde, foi aprovada em 2018 a Estratégia Nacional para a Redução de Riscos de Desastres, no horizonte 2018-2030.

O próprio programa do Governo para esta legislatura, prosseguiu, já aponta a implementação da Estratégia Nacional para Redução de Risco de Desastre como uma das prioridades, dentro da área do sector da protecção civil.

“Ou seja, já há um documento enquadrador que mostra qual o caminho a seguir e é com este documento que estamos a trabalhar para mobilizar parceiros para a sua implementação. O documento traz-nos várias dimensões, não só de preparação e respostas à emergência, mas de toda a política de governança referente a riscos que o País está sujeito”, esclareceu este responsável.

De acordo com o mesmo, são sete áreas prioritárias definidas na Estratégia Nacional para Redução de Risco de Desastre e destacou a área prioritária número seis, que faz referência à preparação e respostas à emergência.

Segundo Reinaldo Rodrigues, foi realizado um diagnóstico com o Banco Mundial em que dentro da área de preparação e resposta à emergência mostra como o País está neste momento e o que é preciso ser feito para melhorar a capacidade de resposta a eventuais situações de desastre que possam ocorrer.

“É um documento que nos mostra um plano de investimento que temos de fazer no próprio Sistema Nacional de Protecção Civil. Portanto, é um diagnóstico que nos traz uma visão a nível nacional naquilo que é a preparação e resposta à emergência e é nesta base que estamos a ver formas de financiamento para melhorarmos a nossa capacidade de resposta”, sustentou.

Respondendo sobre a situação de Cabo Verde, de acordo com o referido diagnóstico, a mesma fonte afirmou que, considerando alguns elementos analisados, nomeadamente a própria estrutura, os equipamentos, o pessoal, os materiais, ou seja, olhando para todo o sistema e tendo em conta que os recursos financeiros do País “não abundam”, ainda carece de muitos investimentos.

“Estamos a falar ainda de investimentos significativos para que efectivamente possamos ter um sistema com outra capacidade de resposta”, reforçou o Presidente do SNPCB.

Nesta fase há a necessidade de investir, precisou, sublinhando que o diagnóstico aponta claramente o plano de investimentos e os caminhos a serem percorridos mas reiterou que são “investimentos vultosos” que, eventualmente, “não vai ser fácil” para Cabo Verde, daí que precisará de tempo para a implementação das recomendações do diagnóstico.

“Mas há todo o enquadramento legislativo que dá suporte à própria actuação operacional dos agentes da protecção civil e neste momento estamos neste processo. Há toda a estrutura operacional também de resposta à emergência que temos de criar e melhorar. Estamos na fase de montagem do nosso Centro Nacional de Operação de Socorro Central (…)”, frisou.

Entretanto, para Reinaldo Rodrigues, há a necessidade de melhorar a capacidade de resposta em todas as ilhas, de forma homogénea, uma vez que há ilhas com maiores capacidades e assinalou que o referido diagnóstico aponta para investimentos, não só em viaturas de combate a incêndio, mas também de ambulância, dos equipamentos de protecção individual dos bombeiros, de legislação e de formação.

“São os caminhos a seguir para melhorar a nossa capacidade de resposta como um todo nacional, mas não olhando só para o Serviço Nacional de Protecção Civil, mas de todos os agentes que fazem parte do Sistema Nacional de Protecção civil”, elucidou.

Os próprios serviços municipais de protecção civil, afiançou Rodrigues, devem assumir as acções mais locais, devido à proximidade, de maneira que deve ser trabalho conjunto, alinhado com o Sistema de Protecção Civil.

TC/HF

Inforpress/Fim

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