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Cabo Verde acolhe em Dezembro Conferência Económica para África e Cimeira dos Chefes de Estado Africanos

Cidade da Praia, 16 Nov (Inforpress) – Cabo Verde acolhe de 02 a 04 de Dezembro a Conferência Económica para a África e uma Cimeira dos Chefes de Estados Africano, para debater o financiamento do desenvolvimento no continente, apurou hoje a Inforpress.

Co-organizado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), pela Comissão Económica da União Africana e pelo PNUD, com apoio das Nações Unidas e forte patrocínio do Governo de Cabo Verde e do Presidente da República, José Maria Neves, este evento será realizado na ilha do Sal e pretende-se que os resultados tenham impacto mundial.

Esta informação foi avançada à imprensa pelo vice-primeiro-ministro e ministro da Finanças, Olavo Correia, e pela coordenadora do Sistema das Nações Unidas, Ana Graça, à saída de um encontro com o Presidente da República que “já prontificou a dar toda a colaboração para que o colóquio seja um sucesso e que Cabo Verde continue a despontar como um espaço para grandes conferências internacionais”.

“Será um momento extraordinariamente importante e oportuno, sobretudo no contexto da pandemia da covid-19 e do pós-covid, para debatermos os desafios do financiamento do desenvolvimento em África. Debater como podemos mobilizar mais recursos endógenos, como podemos ter uma máquina fiscal mais moderna, mais eficiente e mais capaz de mobilizar os recursos que os nossos países precisam”, referiu Olavo Correia.

A Conferência, acrescentou, vai debater, igualmente, as formas de utilizar as novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) na modernização dos sistemas fiscais em África, assim como os métodos para a criação das condições para aumentar a base tributária africana, combatendo a fuga, a fraude e a evasão fiscal.

A Conferência, adiantou, vai ainda debater o módulo “como mobilizar os investimentos internacionais, públicos ou privados, para serem canalizados para o financiamento do desenvolvimento em África, face às novas modalidades que se abrem hoje no mundo, sobretudo tendo em conta a redução, cada vez mais, da ajuda pública, mais o aumento de janela de financiamento para o sector privado”.

O financiamento inclusivo foi apresentado à imprensa pelo governante como o terceiro pilar, por forma a descobrir formas de financiamento do desenvolvimento numa lógica de inclusão do ponto de vista social, regional, do género, baseada na sustentabilidade, numa economia verde, azul, digital e sustentável.

“Estamos no momento certo e será no lugar certo, em Cabo Verde, na ilha do Sal. Nós temos todo o orgulho em sediarmos essa conferência para que o continente africano possa debater os desafios do financiamento para os nossos países”, disse.

A importância da agenda dos países insulares, no âmbito do contexto da recuperação e resposta à pandemia, sobretudo no que Cabo Verde está a ter em termos de uma liderança regional no Atlântico, no Índico e no mar do Sul da China, insere-se ainda no trabalho desta conferência, que de acordo com Ana Graça, vai debater as soluções específicas para os Estados insulares.

Recordou que é uma discussão que está a ter lugar ao nível global, no seio das Nações Unidas, para que seja dada mais atenção ao financiamento e às questões das vulnerabilidades dos Estados insulares, assim como a nível regional.

Olavo Correia lembrou que esta conferência surge depois de Cabo Verde ter organizado conferências sobre o turismo e o clima o que, atestou, permite ao país fazer parte do debate que se vai realizar sobre questões relacionadas com o continente africano e o mundo.

SR/HF

Inforpress/Fim

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