CA da TACV “repudia veementemente” afirmações do presidente da Associação dos Pilotos

 

Cidade da Praia, 13 Abr (Inforpress) – O conselho de administração da Transportadora Aérea Cabo-verdiana (TACV) “repudia veementemente” aquilo que chama de “afirmações irresponsáveis e venenosas” do piloto e presidente do Sindicato dos Pilotos, Ricardo Abreu, proferidas na audiência parlamentar desta terça-feira e divulgadas pela Inforpress.

Em nota de imprensa enviada à Inforpress, o CA da TACV considera que tais afirmações põem “em causa o bom nome da empresa e um dos raros activos de que é detentora, que é a segurança, reconhecida nacional e internacionalmente”.

De acordo com a fonte, a segurança de que é detentora a empresa pode ser comprovada pelo cumprimento das normas rigorosas de aviação civil, reflectidas nos seus certificados e resultados de auditorias permanentes realizadas por autoridades de aeronáutica civil nacional e internacional.

“Repudia igualmente a postura desrespeitosa para com os colegas e da atitude comportamental nada digno em relação a colegas falecidos em pleno exercício das suas funções”, lê-se na nota.

Os responsáveis pela administração da TACV acrescentam ainda que “contrariamente” às informações do comandante e presidente do Sindicato dos Pilotos, “acções concretas” foram tomadas com vista ao melhor aproveitamento dos pilotos da extinta frota de Boeing 737, buscando soluções para garantir uma “operação harmoniosa” que permitam a melhoria da performance da companhia.

“Crê-se que o objectivo primário do presidente do Sindicato é satisfazer a sua agenda pessoal, tentando arrepiar caminhos”, considera o CA da TACV, que vai mais longe, afirmando que “o piloto em causa não tem feito outra coisa senão ameaçar a paralização da TACV e contribuir para aumentar a sua exposição”.

A mesma fonte considerou igualmente que “esta indignidade, falsidade e falta de lealdade para com a empresa, não coadunam com as funções de um comandante, mormente de um presidente de um sindicato sócio profissional da área da aviação”.

Trata-se, no entender do CA da transportadora de bandeira cabo-verdiana, de “afirmações infundadas e irresponsáveis, que pela sua gravidade e pelo impacto negativo que poderão ter na vida da empresa e outras instituições do país, exigem uma responsabilização do piloto Ricardo Abreu”.

A TACV, em instância própria, assegura, tratará da referida responsabilização.

Ricardo Abreu falava durante uma audição parlamentar em sede da Comissão Especializada de Finanças e Orçamento, esta terça-feira.

“Se não mudarmos de uma forma séria a forma de fazer aviação, a forma de agirmos na sociedade, vamos voltar a ter acidentes em Cabo Verde, vamos voltar a perder vidas”, afirmou, depois de certificar-se junto dos parlamentares de que aquilo que ia dizer iria constar na acta e ficar gravado.

Surpresos com as afirmações do presidente da Associação dos Pilotos, alguns dos deputados presentes, inclusive, bateram na madeira como forma de esconjurar o mal, mas ele continuou: “Se não mudar, vai acontecer. Não estou a desejar, só estou a alertar”, disse, justificando que cerca de 75 por cento dos acidentes que acontecem na aviação poderiam ter sido evitados se o tripulante tivesse um descanso previsto.

Esta quarta-feira em conferência de imprensa para “corrigir” algumas informações divulgadas pela Inforpress, Ricardo Abreu negou que o alerta para os perigos de acidente de aviação tenha sido feito para alertar para perigos de acidentes em Cabo Verde, e única e exclusivamente devido ao cansaço da tripulação.

Inforpress/Fim

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