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Bruxelas apoia governo dinamarquês na recusa de venda da Gronelândia aos EUA

Bruxelas, 21 Ago (Inforpress) – A Comissão Europeia afirmou hoje apoiar “na totalidade” a recusa dos governos da Dinamarca e da Gronelândia na venda desta região autónoma aos Estados Unidos, o que já suscitou o cancelamento da ida do Presidente norte-americano ao país.

“A Comissão defende na totalidade e apoia a posição que foi expressa, tanto pela primeira-ministra da Dinamarca [Mette Frederiksen], como pelo governo da Gronelândia”, afirmou a porta-voz do executivo comunitário Natasha Bertaud, na conferência de imprensa diária daquela instituição, em Bruxelas, quando questionada sobre as notícias hoje conhecidas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, cancelou hoje uma viagem a Copenhaga prevista para Setembro depois de o Governo dinamarquês ter dito não estar disponível para debater uma possível venda da Gronelândia aos Estados Unidos.

Um porta-voz da Casa Branca disse à agência de notícias France Presse que a visita do Presidente dos Estados Unidos à Dinamarca prevista para 02 e 03 de Setembro “foi cancelada nesta fase”.

A Casa Real dinamarquesa expressou “surpresa” num comentário escrito enviado à televisão pública, enquanto a classe política do país também se manifestou “estupefacta”, em publicações feitas nas redes sociais.

Hoje, Donald Trump afirmou que “a Dinamarca é um país muito especial, com pessoas incríveis”.

Porém, “com os comentários da primeira-ministra [da Dinamarca], Mette Frederiksen, de que não teria interesse em discutir a compra da Gronelândia, vou adiar a nossa reunião programada para daqui a duas semanas para outro momento”, informou o Presidente norte-americano.

No final da semana passada, a imprensa americana revelou que Donald Trump havia indagado sobre a possibilidade de os Estados Unidos comprarem a Groenlândia, um enorme território autónomo ligado à Dinamarca com cerca de 56.000 habitantes. A Casa Branca confirmou a informação dias depois.

A ideia fez inicialmente algumas pessoas rir, mas mostrou, mais uma vez, a capacidade do 45.º Presidente americano de quebrar os códigos da diplomacia tradicional.

“A realidade transcende a ficção (…) esse homem é imprevisível”, escreveu Martin Østergaard, líder da esquerda radical e membro da maioria parlamentar, na rede social Twitter.

“Sem qualquer motivo, Trump considera que parte do nosso país está à venda e, em seguida, cancela insultuosamente uma visita que todos estavam a preparar.” Será que os Estados Unidos querem vender o Alasca?”, escreveu no Twitter o conservador Rasmus Jarlov.

No final da semana passada, o ex-empresário de Nova Iorque confirmou o seu interesse pela Gronelândia chamando à imprensa essa possível transação de “grande transação imobiliária”, que seria “estrategicamente interessante”.

O governo regional da Gronelândia já tinha dito que o “país não está à venda” referindo-se “aos rumores” sobre a alegada intenção de compra da ilha com dois milhões de quilómetros quadrados (80% do território está coberto por gelo) e que é habitada por 56 mil pessoas, na maior parte de etnia inuíte.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou no domingo as notícias que foram publicadas na semana passada sobre os planos dos Estados Unidos para comprar a Gronelândia admitindo que a “ideia surgiu como conceito” apontado como “estrategicamente interessante”.

“A Dinamarca é um país muito especial, com pessoas incríveis, mas, com os comentários do primeiro-ministro Mette Frederiksen de que não teria interesse em discutir a compra da Gronelândia, vou adiar a nossa reunião programada para daqui a duas semanas para outro momento”, disse hoje Donald Trump.

Mesmo assim, Trump disse que se tratava de um assunto que não está em primeiro plano.

A Gronelândia tem desde o referendo de 1979 estatuto de autonomia, com competências próprias excepto nas áreas de defesa, política externa e emissão de moeda, entre outras áreas, incluindo a impossibilidade de pedir o direito à autodeterminação.

Durante a ocupação da Dinamarca pela Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) os Estados Unidos tomaram posições na Gronelândia e após o final do conflito instalaram uma base área militar estrategicamente importante durante a Guerra Fria e que continua ativa.

No passado, os Estados Unidos tentaram várias vezes comprar a maior ilha do mundo, a última vez foi em 1946 através de uma iniciativa do Presidente Truman.

Inforpress/Lusa/fim

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