Briga entre deputados: Presidente da República diz que este acontecimento “não é para fazer escola”

Cidade da Praia, 12 Nov (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, disse hoje que o recente acontecimento registado no Parlamento “não é para fazer escola” e que as responsabilidades “devem ser apuradas”.

“Ninguém desejará que factos desses aconteçam no Parlamento ou em qualquer outra instância legitimada democraticamente”, indicou o chefe de Estado, à margem da cerimónia de abertura do ano judicial, ao ser abordado pela imprensa sobre o caso de dois deputados que se engalfinharam nas instalações da Assembleia Nacional no passado dia 09.

Jorge Carlos Fonseca garantiu aos jornalistas que conhece o caso através do que tem lido na imprensa e que não falou com ninguém sobre o referido acontecimento, ou seja, com outros órgãos de soberania.

“Entendo que nestes casos as responsabilidades também devem ser apuradas, isto é, tem que se saber porquê aconteceu o facto e se há responsáveis”, afirmou Jorge Carlos Fonseca, acrescentando que, havendo responsáveis, apurados de formas adequadas, “esta responsabilidade deve ser imputada” assim como as suas consequências.

Instado se as consequências de que falou poderiam se traduzir na expulsão ou suspensão do Parlamento dos deputados Moisés Borges e Emanuel Barbosa, o Presidente da República evitou avançar quaisquer medidas, alegando que não sabe o que de facto aconteceu entre os dois parlamentares.

Entretanto, reforçou que deve ser apurado com rapidez o que aconteceu e, se houver responsáveis, que as “responsabilidades sejam assumidas.

Emanuel Barbosa, eleito nas listas do Movimento para a Democracia (MpD-poder) alega que foi agredido à traição por Moisés Borges, enquanto este deputado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) diz que respondeu a uma tentativa de ataque por parte do seu colega.

LC/FP

Inforpress/Fim

 

 

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