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Brava: Vendedeiras revoltadas com “avultados prejuízos” por incumprimento da escala do navio (c/áudio)

Nova Sintra, 23 Jul (Inforpress) – As vendedeiras do mercado municipal da ilha Brava demonstraram-se hoje, revoltadas com os “avultados prejuízos” que estão a sofrer com as suas mercadorias, devido ao “incumprimento das datas de embarque” por parte da agência.

Um grupo de vendedeiras procurou à imprensa explicando a situação e Agustinha Correia, uma das vendedeiras contou que as suas cargas foram feitas ordem embarque na sexta-feira, 17, e só chegaram na Brava na terça-feira, 21.

“Fizeram ordem de embarque na sexta-feira, o navio Liberdade fez uma viagem no mesmo dia, mas não nos enviaram nada, no domingo o navio Praia d´Aguada veio e nada”, contou a vendedeira, realçando que só receberam as mercadorias na terça-feira à noite.

Além do atraso no envio das mercadorias, a mesma fonte acentuou que estas cargas, mesmo sabendo que eram verduras e legumes, que são considerados produtos perecíveis, foram colocadas no porão do navio, que conforme a mesma “é muito quente”, o que acabou por contribuir para a perda destes produtos.

“Nós vivemos disso para sustentar os nossos filhos e lidar com as necessidades do dia-a-dia. Mas quando os produtos danificam desta forma o que vamos dar aos nossos filhos”, questionou a vendedeira.

Segundo a mesma, na ilha são poucas vendedeiras e a quantidade de carga que solicitam não justifica que a agência deixe os produtos a perecer sabendo que há barco quase todos os dias.

“Abusam dos bravenses com a questão destas viagens. Já tivemos dias a fio sem vender com produtos no armazém da Inter Ilhas, mas não nos enviam a tempo e hora”, realçou a vendedeira.

Arlete Fernandes é uma outra vendeira que está a passar pela mesma situação, lamentando a perda de mais de 100 quilogramas de produtos de uma só vez.

A vendedeira avançou que ao procurarem a agência para reclamar esta solicita facturas, mas, conforme destacou, na compra de verduras não recebem nenhuma factura ou recibo.

Sublinhou ainda que de acordo com a resposta dada na agência, só vão reembolsar o valor dos produtos depois de um ou dois meses, ou então que as vendedeiras aceitem que o valor seja descontado em ordem embarque de próximas remessas de produtos.

“Perdi 26 mil escudos desta vez, já tinha perdido outros 25 mil há pouco tempo. Com estes prejuízos o que é que vamos fazer? Nós não tomamos produtos para vender e depois pagar. Nós compramos para vender”, disse a fonte questionando como fazer para recuperar o prejuízo.

A Inforpress contactou a Inter Ilhas, e o director de Comunicação e Marketing, Jorge Martins, disse lamentar a situação e explicou que a empresa possui um gabinete de reclamações e quando acontecem situações do tipo e que são contactados, eles reembolsam o valor do prejuízo.

Avançou que o navio era para ter saído no mesmo dia que foi feita a ordem embarque dos produtos, mas por motivos operacionais não foi possível, mas que de acordo com informações avançadas pelo agente na ilha Brava já foi feito a contabilização da parte dos produtos que estragaram e vão prosseguir com os trâmites legais.

MC/CP

Inforpress/Fim

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