Brava: Utentes reivindicam “mais seriedade” dos especialistas no cumprimento das datas das consultas

Nova Sintra, 23 Set (Inforpress) – Os utentes bravenses pediram hoje “mais seriedade” aos especialistas no cumprimento das datas das consultas que tem prejudicado e dificultado o acesso a consultas em casos que não podem ser atendidos pelo clínico-geral.

As consultas de especialidades estavam agendadas para hoje, e sábado, 24, onde chegariam nesta quinta-feira, quatro médicos especialistas, nomeadamente ginecologista, pediatra, ecografia e ortopedista para atender cerca de 100 pacientes entre consultas normais e suplementares.

Entretanto, hoje vários utentes reclamaram da falta de cumprimento por parte destes médicos que não vieram na noite de quinta-feira e viram às suas consultas serem canceladas, “apagando” assim o sonho de ter a oportunidade de consultar com um especialista pelo menos nestas áreas, tendo em conta que na ilha há somente médicos clínico geral e caso houver necessidade de uma consulta de especialidade os utentes têm de se deslocar à ilha do Fogo ou aguardar até que visitem a Brava.

Laura Gomes, uma mãe que estava à espera de uma consulta de pediatria para o seu filho, em declarações à Inforpress disse que o sentimento é de “tristeza”, pois, conforme adiantou é preciso que sejam criadas melhores condições para uma melhor saúde em todas as ilhas.

“Normalmente dizem região Sanitária Fogo e Brava, mas para a Brava não funciona porque os especialistas normalmente só deslocam para a Brava uma vez ao mês e existem ocasiões que ficamos três ou mais meses sem consultas de especialidades porque simplesmente não veem”, contou a utente, realçando que além disso, mesmo que as pessoas tiverem necessidades não conseguem encontrar uma consulta “normal”, têm de pagar o preço do suplementar que varia de 2.500 escudos a 3.000 escudos dependendo de especialidade.

Igualmente, Rita Helena, uma outra paciente que está a aguardar uma consulta de ginecologia e outra de ortopedia desde o passado mês de Julho, demonstrou a sua insatisfação, contando que assim fica difícil viver, pois, mesmo se alguém estiver a pagar o preço do suplementar nem isso lhe dê garantias que vai conseguir realizar a sua consulta, assim como em outras ilhas.

A Inforpress contactou o delegado de saúde, Hélder Pires para tentar algum esclarecimento e este avançou que no geral estavam cerca de 100 pacientes à espera destes especialistas, mas na quinta-feira, para o seu “desânimo” telefonaram-lhe para avisar que o horário de viagem do navio Liberdadi não lhes permitia viajar e só terão disponibilidade de vir a ilha no próximo mês, mas ainda sem data estipulada.

Quanto ao horário da viagem, o navio só veio chegar à ilha Brava esta madrugada, por volta das 1:40 minutos, mas os motivos ou as explicações para não viajarem neste horário não se sabe.

MC/CP

Inforpress/Fim

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