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Brava: Utente clama por melhores condições de Saúde e colocação de mais um médico na ilha

Nova Sintra, 22 Nov (Inforpress) – O munícipe bravense Reinaldo Martins exigiu hoje, em declarações à imprensa, melhores condições na delegacia de Saúde da Brava e a colocação de mais um médico na ilha para preencher a vaga existente há mais de três meses.

Reinaldo Martins demonstrou o seu descontentamento perante as condições sanitárias na ilha, realçando que para conseguir uma consulta médica no único médico que se encontra na Delegacia de Saúde, desempenhando a função de médico e de delegado de Saúde, é preciso aguardar 15 ou mais dias na lista de espera.

Segundo a mesma fonte, o Governo prometeu no seu lema uma “melhoria das condições de vida para todos os cabo-verdianos”, mas a Saúde, que segundo o mesmo é o “principal pilar” para começar a garantir esta melhoria, “deixa muito a desejar” na ilha Brava.

“Na Brava estamos fora deste contexto. Em vez de avançarmos estamos a retroceder dia após dia”, disse Reinaldo Martins, apontando que até meados do mês de Julho havia dois médicos na ilha, mas depois um dos médicos viajou e dessa data até este momento não se preencheu a lacuna.

Perante esta situação, o utente sublinhou que neste momento está mais fácil um bravense deslocar-se aos hospitais centrais do Fogo e da cidade da Praia e conseguir uma consulta no médico do que na própria ilha.

Mas, este facto, conforme reforçou, apresenta também os seus “problemas” porque não são todos os bravenses que possuem condições de viajar somente para fazer uma consulta.

Não obstante o facto de a ilha ter somente um médico, apontou a questão de não haver médicos especialistas, relembrando que antes havia alguns médicos que se deslocavam do Fogo à ilha Brava pontualmente, mas já lá vão vários meses que “não se ouviu falar de consultas de especialistas na ilha Brava”.

Além da falta de especialistas, Martins evidenciou a falta de condições e de equipamentos na Delegacia de Saúde, dando exemplo da situação das grávidas que devem deslocar-se à ilha do Fogo para realizar exames e mesmo o parto têm de ser transferidas porque na ilha, no caso de acontecer algo inesperado, não tem condições que garantam a estabilidade tanto para a parturiente como para o filho.

“É estranho o silêncio das autoridades locais, dos deputados nacionais, porque na altura da procura de votos as promessas são várias, mas no momento que mais precisam todos ficam em silêncio”, acusou o utente, pensando na possibilidade de estes estarem a lutar de alguma forma que não seja do conhecimento da população.

Quanto à questão de mais um médico na ilha, o delegado de Saúde, Júlio Barros, disse que o Ministério de Saúde já tem conhecimento desta situação mas que, neste momento, há poucos médicos no sistema.

Segundo a mesma fonte, há indicações de que a delegacia está por receber dois médicos cubanos, e a ilha passará a contar com três médicos, permitindo dar cobertura, além da delegacia de saúde, a outras Unidades Sanitárias de Base com mais frequência.

MC/HF

Inforpress/Fim

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