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Brava: Técnicos da associação Biflores treinam vigilantes para monitoramento dos ninhos de tartarugas

Nova Sintra, 13 Jul (Inforpress) – Os técnicos da associação Biflores iniciaram hoje uma acção de capacitação aos vigilantes que vão apoiar no monitoramento e guarda dos ninhos de tartarugas nas praias da ilha Brava.

Gelsom Monteiro, líder do projecto marinho, disse à imprensa que, neste momento, na área marinha estão a trabalhar com os tubarões e em parceria com o projecto Vitó estão a trabalhar com as aves e as tartarugas.

Com as tartarugas realçou que a perspectiva era ir aos ilhéus do Rombo, mas tiveram alguns atrasos na logística, o que levou à suspensão dessa actividade, por enquanto.

Na impossibilidade de se deslocarem aos ilhéus, começaram a analisar as praias da ilha, onde já fizeram o monitoramento de dois ninhos de tartarugas na praia de Cadjetinha, na Furna, adiantando que há mais alguns que ainda não foram localizados.

Segundo a mesma fonte, desde 2019 não teve conhecimento de nenhum ninho de tartaruga nas praias da ilha, seja em Cadjetinha seja em Portete.

Conforme acentuou, ainda não estiveram na praia de Portete mas já estão a formar quatro jovens, dois da Furna e dois de Fajã d´Água, para trabalhar neste processo de protecção dos ninhos e da espécie, mas também da sensibilização da população.

Gelsom Monteiro informou que querem proteger os ninhos para analisarem qual o sucesso das tartarugas que desovam na praia de Cadjetinha, tendo em conta que é uma praia muito frequentada pelos banhistas.

Além disso, querem aproveitar as tartaruguinhas após os 45 a 60 dias para sensibilizar a população sobre a importância das mesmas, convidando algumas pessoas para colocá-las no mar.

O líder aproveitou para apelar aos frequentadores da praia que tenham em atenção a quantidade de lixo que estão a deixar no espaço, relembrando que a última campanha de limpeza da praia de Cadjetinha foi realizada no passado mês de Junho, mas “já há alguma quantidade de lixo espalhado no local”.

Por seu turno, o assistente do projecto, Reinaldo Pires, sublinhou que ainda estão a aguardar alguns equipamentos que lhes vão permitir monitorar melhor as praias para a identificação dos ninhos e rastos das tartarugas, tentar marcar os pontos com GPS e ver qual a taxa de eclosão.

Posteriormente, informou que pretendem fazer turnos noturnos para recolher algumas amostras, dados biométricos e analisar o estado das tartarugas.

Cheikh Mbengue, um senegalês que vive na Furna há mais de cinco anos, é um dos participantes da acção de treinamento e segundo o mesmo, ingressou no grupo para fazer algo de “útil”, uma vez que é pescador e gosta de trabalhar na preservação da espécie marinha.

MC/HF

Inforpress/Fim

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