Brava: Técnico da CV Quali aconselha jovens investidores a pensarem num mercado além da ilha

Nova Sintra, 23 Fev (Inforpress) – O técnico da empresa CV Quali que está a prestar o serviço de assessoria aos jovens beneficiários do projecto I, da rede emprego e empregabilidade da Brava, aconselhou-os a produzir para um mercado além do da ilha.

Carlos Barbosa falava à Inforpress no final desta tarde, após realizar um conjunto de encontros com os beneficiários, membros da rede local e com algumas instituições ligadas ao projecto, com o objectivo de fazer um diagnóstico e analisar os locais preparados para serem transformados nas unidades de produção.

Segundo a mesma fonte, o projecto na área de transformação, conservação e comercialização dos produtos do mar “dará resultado” na ilha, como tem tido em outros pontos do país, ressaltando que o mercado da Brava é “muito pequeno” aconselhando assim, os jovens a produzirem para exportarem para outras ilhas.

Esta primeira visita à ilha Brava, conforme explicou o técnico, serviu para fazer um diagnóstico e uma análise dos locais que estão sendo preparados para serem transformados nas unidades de produção, além de entrevistar os 17 beneficiários que vão participar da cooperativa e encontros institucionais.

Pois, indicou que os locais devem cumprir todos os requisitos exigidos pela legislação cabo-verdiana.

No que tange a cooperativa, apontou que os membros não possuem experiência na área do cooperativismo, sendo necessário fazer um “trabalho de fundo e consistente” para “garantir o bom funcionamento” da mesma.

Em nome dos beneficiários, Sónia Baptista demonstrou a sua satisfação, sublinhando que este encontro é mais um passo que indica que o projecto já está a caminhar para a recta final, e que em breve o grupo estará apto para produzir e “transformar” as suas comunidades.

Por seu turno, o coordenador do núcleo gestor da rede local, Mário Rodrigues, explicou que este projecto tem por objectivo promover o emprego e a empregabilidade a jovens e mulheres chefes de famílias, beneficiando jovens das comunidades piscatórias, nomeadamente Furna, Fajã d´Água e Lomba Tantum, onde serão instaladas as unidades de transformação e conservação de pescado.

Sendo assim, acentuou que foi contratada esta empresa para prestar serviços de assessoria e acompanhamento durante cinco meses, sobretudo na parte da fiscalização dos espaços, montagem dos equipamentos, avaliação da qualidade da transformação e do produto, realçando que este projecto é idêntico a um que já foi implementado em São Nicolau.

Daí, este responsável enfatizou que com o primeiro contacto com os jovens, já foi possível analisar as suas expectativas e assim, poderão seguir com os próximos passos, indicando a parte formativa e a requalificação dos espaços que vai ser suportada pela Câmara Municipal e de seguida a montagem dos kits, prevista para final do mês de Março.

O coordenador da rede avançou que os kits que já se encontram na ilha estão avaliados em mais de dois milhões de escudos, com o objectivo de criar condições para “impulsionar o empoderamento das famílias e dinamizar a economia local num sector em que a ilha possui muito potencial”.

A equipa da CV Quali reuniu-se também, com o núcleo gestor da rede, gestor do projecto I, presidente da Câmara Municipal da Brava, delegado Marítimo e Portuário e o inspector de pescas, entidades que se encontram envolvidas neste processo devido a área de actuação.

A rede local Emprego e Empregabilidade da ilha Brava foi oficializada pela Assembleia Municipal da ilha em Janeiro de 2019 e é apoiada pela Cooperação Luxemburguesa, através do Programa Emprego e Empregabilidade CVE/081.

MC/CP

Inforpress/Fim

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