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Brava: Sobrinha lança “grito de socorro” para acudir tia de 65 anos e portadora de deficiência mental (c/áudio)

Nova Sintra, 02 Jul (Inforpress) – Isaura de Pina, mais conhecida por Zazá, é a única família que cuida da tia Maria Gonçalves, de 65 anos, portadora de doença mental, mas diz não ter condições para garantir um tratamento “mais digno” ao seu ente familiar.

Zazá procurou a imprensa para pedir apoio, porque, conforme explicou, é a única que cuida da tia, mas que nem casa própria e nem trabalho possui para arcar com todas as despesas e garantir à idosa um tratamento adequado.

Segundo a mesma fonte, a tia não tinha esta doença à nascença, mas veio a desenvolve-la após o parto do primeiro filho, e da data até agora a situação só vem piorando.

Maria Gonçalves vive com Zazá há cerca de dois anos, porque antes “era impossível” mantê-la em casa devido à sua força.

“Poderia tomar conta dela antes, mas tenho os meus problemas de saúde e ela tem uma força inexplicável, capaz de arrebentar tudo que apareça à sua frente”, disse Zazá.

Neste momento, as duas residem na localidade de Paul, numa casa emprestada, mas o medo e o receio da tia danificar alguma coisa é grande. Por isso, Zazá tem a tia “encarcerada” num quarto, sem janelas e outras condições de habitabilidade, para evitar que a ela fuja de casa e fique a deambular pelas ruas da ilha.

“Ela já teve um bom tempo a deambular pela ilha, foi violada por várias pessoas, outros até lhe batiam”, contou, com medo de desistir dela e a mesma cair nesta situação novamente.

Por desespero, Zazá revelou que já fez vídeos a pedir apoios nas redes sociais e uma família ofereceu um terreno, e até foi criado um grupo de “djunta-mon” para ajudá-los a construir uma casa para esta senhora, mas depois nada foi resolvido.

Neste momento, contou que lutaram e fizeram a base de habitação, mas elencou vários pontos que lhes dificultam concluir o projecto.

Desempregada, sublinhou que é com o salário de 20.000$00 do marido, condutor, que paga todas a despesas fixas e ainda custear a alimentação e a saúde.

A tia, conforme apontou, recebe a sua pensão, mas é para comprar medicamentos quando precisar e outros bens básicos, que “muitas vezes nem chega”.

Daí, resolveu procurar a comunicação social para lançar um apelo e demonstrar a sua “real situação e desespero”.

“Peço a todos para me apoiarem, nem que seja com um dia de mão-de-obra na casa, com algum material ou ajuda monetária, porque sozinhos não conseguimos”, concluiu, desesperada e entre lágrimas, reforçando que quer cuidar e dar a tia um espaço digno, mas que sozinha é difícil.

MC/JMV
Inforpress/Fim

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