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Brava: Sindprof advoga um “novo olhar” educacional e humano sobre a ilha (c/áudio)

Nova Sintra, 11 Fev (Inforpress) – A presidente do Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof), Lígia Herbert, defendeu hoje um “novo olhar” educacional e humano na ilha Brava por parte da tutela da educação.

Lígia Herbert fez esta declaração à Inforpress, durante as visitas realizadas as diversas escolas e alguns jardins-de-infância na Brava, visita esta que enquadra-se no périplo que está a fazer pelas ilhas.

No seu périplo à região Fogo e Brava, a dirigente adiantou que trouxe a classe docente informações para “desmistificar” o Estatuto do Pessoal Docente de 2015, acrescentando que já foi feita uma proposta e apresentada ao Ministério da Educação (ME).

E nestes encontros, na passagem e partilha de informações entre a classe docente e o Sindprof, Lígia Herbert disse que falaram sobre as reclassificações, dos subsídios pela não redução da carga horária, da entrada no quadro que há muitos anos já não se sentia, entre outros.

Também, realçou que na Brava um “grande problema” que constataram é a falta de um pólo universitário levando assim a uma “disputa desigual” com as outras ilhas onde há pólos universitários que permitem os professores continuarem os estudos, fazerem os complementos de licenciatura e quiçá o doutoramento.

“Isto coíbe os professores da ilha, criando situações diferentes, porque alguns ficaram com o Instituto Pedagógico, outros nem isso e os mais novos que entraram por concurso que vêm já com uma licenciatura”, disse a sindicalista.

Avançou que o Sindprof esteve em contacto com as universidades, solicitando que houvesse pólos ou mesmo uma universidade aberta onde os professores poderiam estudar e estar em pé de igualdade na subida da carreira.

Realçou que com o estatuto que se inicia pela licenciatura, os professores na Brava estão fora do estatuto e como já não há progressões, há um subsídio pela não redução da carga horária que também terminou em 2015, os professores muitas vezes nem sabem que é para pedir porque acham que é automático e ficam sempre atrasados em relação aos pedidos das outras ilhas.

“É preciso que os professores vão a procura incessantemente dos seus direitos, mas nunca descorar dos seus deveres”, enfatizou Lígia Herbert.

De acordo com a mesma, há que haver uma mudança laboral desses professores porque o salário é baixo, muito deles trabalham em lugares distantes e que muitos deles têm de pagar carro para irem, o que aproveitou para defender um subsídio de transporte e de isolamento para o pessoal que trabalha nas localidades mais distantes.

Pois, reforçou que é preciso motiva-los não só a nível pedagógico, mas financeiramente porque quem trabalha quer ser recompensado.

Relativamente as monitoras de infância, a sindicalista realçou que a nível nacional muitas vezes não auferem um salário mínimo e em outras ilhas há monitoras com licenciatura e têm um salário de 15 mil escudos porque é a câmara municipal que encarrega deste processo.

Mas, acentuou que há algo paradoxal porque, o estatuto do pessoal docente começa pelo pré-escolar e quem paga as monitoras são as câmaras municipais, mas a parte pedagógica quem dá é o ministério.

Além destes factos, falou das novas tecnologias nas escolas, especificamente o Sistema Integrado de Gestão Escolar (SIGE), onde há escolas que fazem tudo nos ‘tablets’, mas outras nem ‘tablets’ há e caso tivessem não há acesso à Internet, como o caso da escola de Cachaço e outras mais distantes.

“Perante todas estas situações, defendo que a ilha necessita de um novo olhar educacional e humano por parte da tutela, para que os professores não se sintam desmotivados e que tenham os mesmos direitos que os colegas em outras ilhas”, finalizou Lígia Herbert.

Na quarta-feira, a presidente do Sindprof tem agendado visitas às escolas dos arredores de São Filipe, no dia 13 no concelho dos Mosteiros e no dia 14 haverá encontros com as delegações de São Filipe e de Santa Catarina.

MC/CP

Inforpress/Fim

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