Brava: Sete rendeiras passam a ter um rendimento mensal garantido através do projecto “Renda Brava”

Nova Sintra, 21 Jan (Inforpress) – Sete mulheres rendeiras assinaram hoje, em Nova Sintra, um contrato com o Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD) no âmbito do projecto Renda Brava, que lhes vai permitir ter um rendimento mensal.

O projecto, conforme informações avançadas pelo CNAD, tem por objectivo desenvolver um “produto de referência” para a ilha, através de uma marca que “traduza o valor simbólico, patrimonial e identitário da ilha”.

Além disso, pretende-se também “potenciar o saber-fazer” das rendeiras, mediante um trabalho colaborativo entre essa classe e designers.

Após a assinatura, Adelina Lopes, em representação ao grupo de rendeiras, disse à Inforpress que a assinatura deste contrato representa “muito” para o grupo, o anunciar de outros passos e projectos.

De agora em diante, acentuou que vão trabalhar em conjunto, dando cada uma o seu melhor e servir de incentivo às outras mulheres que ainda não tiveram a iniciativa ou coragem para participar no projecto.

Por seu turno, a vereadora responsável pelo Pelouro da Cultura, Edna Andrade, considerou o acto como sendo um momento de “orgulho” para o município, enaltecendo a parceria existente entre a Câmara Municipal e o CNAD.

A autarca sublinhou que esta assinatura é a “realização de um dos desejos do grupo de rendeiras”.

Segundo a vereadora, rendas e bordados são um dos valores culturais que ainda permanecem “vivos” na sociedade bravense e a luta foi sempre para a “efectivação” do grupo que agora passa a ter um rendimento mensal e a ilha vai passar a ter um produto que será um “marco e que transmita a identidade bravense”.

O contrato entra em vigor já no mês de Fevereiro, com a duração de seis meses, onde as rendeiras vão trabalhar diariamente e será executado sob orientações do CNAD, em concertação com a câmara municipal.

O projecto Renda Brava está inserido no projecto “Artesanato Created in Cabo Verde”, promovido pelo CNAD, instituto público tutelado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas e conta com a parceria da câmara.

Parte do projecto é financiado no âmbito do programa Diversidade, do projecto Pro-cultura e também com o financiamento do Fundo do Turismo.

As rendeiras procuraram várias vezes a Inforpress para lamentar a sua situação desde a época do início da pandemia da covid-19, considerando que hoje viram uma “luz verde” no fundo do túnel para o grupo.

MC/JMV

Inforpress/fim

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