Brava: Secretária de Estado da Inclusão Social reconhece necessidade de se fazer mais em matéria da agressão sexual na ilha (c/áudio)

Nova Sintra, 07 Jun (Inforpress) – A secretária de Estado da Inclusão Social, Lídia Lima, reconheceu hoje, na sua primeira visita à região Fogo/Brava, a necessidade de fazer mais em matéria da agressão sexual na ilha, com foco nas questões emocionais das famílias.

Esta governante fez estas declarações à imprensa, no final da visita à ilha Brava, realçando que ao cumprir a sua programação na ilha, verificou que há necessidade de dar um “combate cerrado” a essa problemática de violação sexual.

Lídia Lima notou, entretanto, que para isso as instituições têm de se articularem entre si, estarem sintonizadas, falar numa única voz, fazendo uma única abordagem e apostar fortemente na sensibilização da sociedade.

Esta sensibilização, conforme a mesma fonte, deve ser feita nas escolas, nas comunidades, no seio familiar, e esclarecer as famílias, adolescentes, crianças e jovens acerca daquilo que são os instrumentos legais existentes para a defesa dos direitos da criança e adolescentes, e, igualmente, esclarecê-los sobre as instituições existentes que podem dar cobertura a estes problemas.

A responsável pela área de Inclusão Social esclareceu que o objectivo é “incentivar e estimular” encontros de reflexões frequentes entre as instituições que lidam com a área da infância, realçando que as áreas da saúde, infância e da justiça devem estar sempre “sintonizadas” naquilo que são os projectos, programas e necessidades para colmatar os problemas e dificuldades que se está a enfrentar nesta área.

E na questão da sensibilização, realçou que é preciso trabalhar a parte emocional das famílias e para isso deve-se conversar mais com as famílias, promover mais espaços para debates, esclarecimentos e informação de tudo o que existe à volta da protecção dos direitos das crianças.

Na Brava, informou que nos últimos dias, segundo a delegada do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), foram identificados três casos de violação de Janeiro até esta data foram identificados dez casos de violação de menores.

“Há falta de passagem de informação na ilha, falta de coesão entre as instituições, para juntarem e levar a informação a todos os cantos da ilha”, disse, sublinhando que “se não for feito assim, por mais que haja instrumentos, por mais que o ICCA trabalhar não se consegue combater esta situação”.

Informou que o Governo possui um plano para a violência sexual que vai ser implementado e que vai incidir em várias acções de sensibilização em todos os concelhos, mas para fazer isso é necessário o engajamento de todas as áreas.

Igualmente, anunciou que o Governo, através do Ministério da Justiça, está a trabalhar no sentido de criar melhores condições de atendimento às vítimas de violação, crianças e adolescentes, com salas de escutas que estão a ser criadas em todos concelhos do país, e nos hospitais estão a ser tomadas medidas para garantir melhor atendimento e maior sigilo com as crianças e adolescentes vítimas de violação sexual.

“O sentimento é que é preciso fazer-se mais, precisa-se reforçar a actuação na ilha, as instituições precisam fazer muito mais em relação à sensibilização e socialização e precisamos apoiar as famílias além do empoderamento que o Governo já está a fazer através do Ministério da Família e a câmara municipal”, reconheceu esta responsável.

MC/JMV
Inforpress/Fim

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