Brava: Santo António convida fiéis a viver o Evangelho, sendo sal e luz da terra – Pároco

Nova Sintra, 13 Jun (Inforpress) – Frei José, pároco da ilha Brava, disse hoje na celebração eucarística em honra a Santo António que a mensagem que o santo quer passar é que todos vivam o Evangelho e que sejam sal e luz da terra.

Em declarações à Inforpress, o sacerdote realçou que Santo António, padroeiro da zona de Lém, é a imagem do santo do povo e ele recorda uma passagem bíblica logo no livro de Gênesis que diz: “somos feito a imagem e à semelhança de Deus”, e foi o que Santo António levou para a vida, “sendo a imagem de Deus onde esteve”.

Segundo este religioso, ser do povo não significa sempre fazer a vontade do povo, mas ajudar o povo a chegar a Deus e Santo António, acrescentou, faz isso, apelando e ensinando às pessoas a viverem o Evangelho, recordando que este foi nomeado “doutor evangélico”.

“É um homem do povo sim, mas um homem que ajuda o povo a sair da sua condição só de homem para virar a imagem e à semelhança de Deus e é capaz de mostrar isso sem proferir nenhuma palavra”, enfatizou, destacando que foi um Santo “muito inteligente, mas a sua humildade do dia-a-dia não deixou a sua sabedoria sobrepor-se”.

Pois, conforme explicou, colocou a vontade de Deus à sua frente e quando Deus é colocado à frente, mesmo as coisas contrariadas parecem ser boas.

E para “comprovar” que Santo António é um homem do povo, “simples e humilde”, exemplificou com a multidão presente na missa solene na localidade de Lém, que, mesmo sendo uma segunda-feira, a celebração esteve repleta de fiéis de todos os cantos da ilha.

Quanto à questão das festas da bandeira que são tradicionais da Brava, o pároco realçou que a “grande preocupação” é que a parte profana se sobrepõe à parte religiosa.

Mas, no caso de Santo António, destacou que os membros da organização “estavam muito preocupados com a questão religiosa” e viveram por perto a parte religiosa desta festa, que se iniciou com a trezena.

Para as celebrações da Bandeira, que se iniciam em Maio e vão até o mês de Agosto, o sacerdote pede aos festeiros para encarar a Bandeira como sendo uma celebração de santo, onde é necessário colocar na estrada da santificação e de seguimento, e que assim é possível ver que de facto as duas coisas podem se juntar e sem agredir um ao outro.

“Assim é possível continuar a ser duas coisas boas. A festa e o convívio, ligado à dimensão religiosa da fé e da vivência da vida no dia-a-dia”, finalizou o sacerdote.

MC/ZS

Inforpress/Fim

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