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Brava: Responsável de projectos marinhos preocupado com situação ambiental da praia de Cadjetinha (c/áudio)

Nova Sintra, 05 Ago (Inforpress) – O responsável pelos projectos marinhos da associação Biflores, na Brava, Gelsom Monteiro, demonstrou hoje a sua preocupação com a situação ambiental da praia de Cadjetinha que segundo o mesmo encontra-se em mau estado.

Gelsom Monteiro falava à Inforpress ao ser abordado sobre o processo de protecção e identificação dos ninhos de tartarugas nas praias da ilha, tendo realçado que “salvar estes ninhos vai ser uma luta constante e diária”.

Segundo a mesma fonte, na praia de Cadjetinha, na localidade de Furna, já foram identificados cinco ninhos, embora um tenha sido apanhado pela forte agitação do mar, mas os outros estão em perigo devido à grande movimentação humana na praia.

“É uma praia muito perturbada. Além da população da zona é muito frequentada por pessoas de outras localidades”, indicou este responsável, reforçando que além da procura para a prática de desporto, banho, as pessoas acabam por deixar lixo em todos os cantos.

Não obstante a estes factores, apontou a apanha da areia como um dos fortes motivos que está a colocar em causa a sobrevivência destes ninhos.

Na outra praia de areia, Portete, situada mais para a localidade de Fajã d´Água, Gelsom Monteiro avançou que ainda não identificaram nenhum ninho, mas demonstrou a sua preocupação porque, conforme acentuou, foi informado pelos vigias que houve uma apanha nesta praia.

“Os responsáveis pela vigilância desta praia disseram que tal situação é devido aos acampamentos e piqueniques que são feitos constantemente nesta praia, mas mesmo assim é preciso ter uma maior consciência sobre os actos e a necessidade de preservar as espécies”, enfatizou, realçando que para pôr cobro a estas situações a associação vai trabalhar conjuntamente com outras autoridades.

“Vamos trabalhar em conjunto com a Polícia Marítima e a delegação do Instituto Marítimo e Portuário para que estas situações sejam controladas e punir quem for pego nestes actos”, reforçou Gelsom Monteiro.

Entretanto, reconheceu que no caso da captura, esta pode ser feita no período da noite, altura em que  ainda não podem controlar as praias porque têm alguns equipamentos para fazer trabalhos durante a noite, mas ainda não foi possível efectuar o desalfandegamento.

A opção neste momento é trabalhar na sensibilização das pessoas, demonstrando-lhes a necessidade de serem “mais sensíveis” na questão da protecção do ambiente a nível geral, porque, realçou que “a maioria das pessoas não está nem aí para a questão ambiental em todos os sentidos”.

MC/CP

Inforpress/Fim

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