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Brava resgata história da navegação na ilha com formação de jovens em restauração e confecções de navios artesanais (c/áudio)

Nova Sintra, 25 Out (Inforpress) – Um grupo formado por cerca de dez jovens iniciou hoje uma formação em restauração e confecções de navios artesanais, com vista a resgatar a história e a arte desta tradição secular da ilha.

Em declarações à Inforpress, o artesão e formador Beto Diogo explicou que nesta oficina, de 75 horas, os inscritos, ainda em número de dez, os formandos vão experimentar técnicas de construção e confecções de antigas relíquias, tendo em conta a tradição e a história da ilha, na área da navegação.

Segundo a mesma fonte, que lembrou que a Brava foi a primeira ilha a albergar uma escola de navegação, pretende-se com esta acção de formação restaurar algumas peças de navios antigos que estão guardadas, nomeadamente “Carvalhos”, entre outras.

Além disso, apontou que o intuito é, também, dar aos jovens conhecimentos e práticas, ferramentas que no futuro lhes possam ajudar na construção e restauração de navios.

“É uma oficina, onde vamos partilhar conhecimentos. Será mais um espaço para a descoberta, onde todos os participantes terão asas e liberdade, permitindo assim um melhor funcionamento dos trabalhos”, disse o artesão.

Beto Diogo indicou que todos os pedaços de madeira, normalmente destinados ao lixo, e hoje recolhidos, vão ganhar a partir de hoje “novos valores”.

Mas, conforme sublinhou, há outros materiais que foram comprados e que é necessário fazer uma boa gestão dos mesmos para que possa obter “lucros desejado”, caso contrário, se houver muito desperdício, terão problemas.

Daí, enfatizou que “é preciso necessário reaproveitar tudo o que for possível e assim ter um rendimento melhor”.

O artesão destacou que esta formação implica pesquisa e vai permitir aos formandos ter um “vasto conhecimento” da história da navegação da ilha Brava, relembrando que os primeiros navios que partiram para os Estados Unidos da América a parti de Cabo Verde saíram da Brava.

“Vamos retratar todo este historial nas obras, porque são obras com histórias e vamos tentar fazê-lo como um produto local e que será comercializado com um valor agregado”, explicou.

A formação, com uma duração de 75 horas, está enquadrada num projecto financiado pelo PNUD, em parceria com da Câmara Municipal da Brava, e destinado às oficinas de artesanato.

Segundo a vereadora responsável pelo pelouro da Cultura, Edna Andrade, o objectivo do projecto é “redescobrir, incentivar e promover” o artesanato na ilha Brava e dar aos jovens a oportunidade de terem conhecimentos e produzirem algo com algum valor e significado artesanal.

A autarca informou ainda que, incluído no mesmo projecto, no próximo dia o3 de Novembro, terá início uma outra acção de capacitação em artes decorativas e artesanato.

MC/JMV

nforpress/Fim

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