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Brava: Rendeiras do “Renda Brava” dizem-se confiantes nos resultados e na continuidade do projecto

Nova Sintra, 10 Jul (Inforpress) – As rendeiras envolvidas no projecto Renda Brava disseram hoje à Inforpress que estão “confiantes” nos resultados das peças que estão a produzir e o impacto que estas vão ter nas suas vidas e na divulgação da cultura bravense.

Adelina Lopes, uma das rendeiras, contou que neste momento já estão numa fase mais avançada das criações, realçando que houve alguns atrasos devido à pandemia da covid-19, mas também por terem de aprender os pontos de renda que são diferentes dos que costumavam fazer.

“Desde tenra idade fiz renda, mas não igual a esta. É muito diferente. No início tivemos algumas dificuldades, mas aos poucos e, consertando aqui entre nós, conseguimos apanhar o ponto certo e agora não há paragem”, disse.

E agora que já começaram a apanhar o ponto certo das peças, Adelina Lopes sublinhou que estão “muito felizes e esperançosos” de que este projecto terá o seu futuro “garantido”, pois as peças são “únicas e exclusivas” capazes de transmitir e representar traços culturais da Brava.

Nesta mesma senda, Queila Lopes, a mais jovem do grupo das sete rendeiras, enfatizou que este projecto e as criações estão a apresentar-lhe uma nova dimensão da arte de fazer renda, além de descobrir traços culturais que não vivenciou.

“Envolvida neste projecto já tenho um rendimento garantido, mas o aprendizado que estou a experimentar é o mais importante”, reconheceu a rendeira.

Queila Lopes aproveitou para chamar a atenção da camada mais jovem que hoje em dia já não liga para esses aprendizados, reforçando que num mundo onde tudo é competição e experiência, “cada saber extra pode ser transformado em fonte de rendimento”.

Questionadas sobre as expectativas com o projecto, Helena de Pina, uma outra rendeira do grupo, realçou que é uma “mais-valia” para a renda tradicional da ilha, augurando que em conjunto possam atingir os objectivos que foram traçados desde o início do mesmo.

Além disso, acentuou que vão fazer de tudo para que o contrato de seis meses, assinado no final do mês de Janeiro, possa ser renovado no final deste período para que possam dar continuidade ao projecto e garantirem um salário.

O projecto Renda Brava é resultante da residência criativa desenvolvida no âmbito da URDI 2018, e já se encontra na sua segunda fase, destinada a prototipagem e esclarecimento de dúvidas para as partes envolvidas.

Este projecto, tem como objectivo propor uma nova abordagem criativa e estética à renda da ilha enquanto elemento simbólico, patrimonial e identitário deste território.

Este projecto encontra-se inserido no projecto “Artesanato Created in Cabo Verde”, promovido pelo Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD”, instituto público tutelado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas), conta com a parceria da Câmara Municipal da Brava, onde uma parte é financiada no âmbito do programa Diversidade, do projecto Pró-Cultura, e a outra pelo Fundo do Turismo.

MC/CP

Inforpress/Fim

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