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Brava: Psicóloga do ICCA apela à união de toda a comunidade para prevenção dos males que afligem os jovens

Nova Sintra, 20 Nov (Inforpress) – A psicóloga e responsável do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), na Brava, Mileida Cabral, apelou hoje à união de toda a comunidade bravense na prevenção e combate aos males que afligem os jovens.

Mileida Cabral falava à Inforpress no final do fórum infanto-juvenil, para assinalar o Dia Internacional dos Direitos das Crianças e o 32° aniversário da Convenção Sobre os Direitos da Criança (CDC), em modo de balanço e analisando as preocupações expostas pelos adolescentes que participaram.

Segundo a mesma fonte, participaram 38 adolescentes, com idade compreendida entre 13 a 17 anos, e que debruçaram sobre os temas seleccionados pelos próprios alunos, nomeadamente o alcoolismo, drogas e ‘bullying’, pois, conforme a psicóloga, estes entenderam que estas problemáticas são as que mais os afligem no dia-a-dia.

Fez uma avaliação positiva do evento, na medida em que viu esta actividade como sendo uma oportunidade de dar vez e voz aos adolescentes que acabaram por expressar e expor as suas maiores preocupações e as problemáticas que estão a enfrentar na ilha, que precisam ser trabalhadas.

Quanto ao uso da droga e do álcool, Mileida Cabral realçou que é necessário trabalhar na prevenção, alertando que esta é uma tarefa de toda a sociedade, que deve empenhar-se fortemente para colmatar este mal que aflige as crianças e adolescentes.

“Temos de dar mais atenção a estas problemáticas, desenvolver mais acções de sensibilização, formações, capacitações das pessoas que lidam directamente com eles, capacitar pessoas para passar estas mensagens e assim tentar minimizar estas situações”, disse a responsável.

Quanto à situação do ‘’bullying, a psicóloga realçou que o ICCA e o Ministério da Educação possuem uma parceria “forte”, e sempre trabalham em conjunto, daí acredita que vão apostar na sensibilização, trazer este tema para mais debates no seio escolar, falar com os adolescentes e trabalhar os professores para entenderem melhor esta problemática.

Mileida Cabral pede aos pais para apostarem na comunicação, pedindo-lhes que falem com os seus filhos, que prestem mais atenção neles, que tentem saber o que se passa e como estão a comportar, o porquê de certos comportamentos, que trabalhem junto com a comunidade educativa e que sejam pais participativos e presentes.

“Não é somente ter comida em casa, mas também conversar com os filhos, serem pais presentes em todos os sentidos e analisar sempre o ambiente em que os filhos estão inseridos”, finalizou.

Por seu turno, o presidente da câmara municipal da Brava, Francisco Tavares considerou como sendo de “extrema importância” este tipo de fórum, porque, acrescentou: “é de pequeno que se torce o pepino”.

O edil sublinhou que é “importante” que as crianças e adolescentes saibam que podem falar sobre determinados temas e podem orientar as suas vidas perante situações que observam e muitas vezes não entendem, mas que é possível sempre procurar pessoas que conhecem a matéria.

No geral, comentou que a situação das crianças na Brava “não é o ideal, não é o perfeito”, mas dentro de certa forma considerou-a como sendo “boa”. Comparativamente a outros municípios e ilhas, ressaltou que na Brava não há crianças de rua, realçando que há alguns que se encontram na rua pontualmente, mas como a ilha é pequena, sempre são tomadas medidas nesta questão e do abandono escolar.

Quanto ao abandono escolar, destacou que a autarquia e a Ficase garantem o transporte escolar a 100 por cento (%) todos os anos lectivos e a todas as crianças, criando oportunidades e possibilidades para ter todas as crianças no sistema educativo desde o pré-escolar ao 12º ano na ilha, desde queiram e os pais e encarregados também.

Apontou algumas questões que têm sido preocupantes, como o uso abusivo do álcool e de algumas outras drogas e as consequências a nível familiar, a existência de muitas famílias monoparentais e também alguns casos da não assunção da responsabilidade por parte de alguns pais.

Mesmo assim, Francisco Tavares reforçou que não vão desistir de lutar e garantir sempre o melhor para as crianças, adolescentes e jovens.

MC/ZS

Inforpress/Fim

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