Brava: Primeiro participante no programa Yali pretende aumentar os seus conhecimentos e competências

Nova Sintra, 26 Mai (Inforpress) – Gerson Delgado, primeiro bravense selecionado para participar no programa Mandela Washington Fellowship, para jovens líderes africanos (YALI) 2022, afirmou que pretende aumentar os seus conhecimentos e competências.

Em declarações à imprensa, Gerson Delgado avançou que as perspectivas são várias, dentre elas “aumentar” os seus conhecimentos e competências tanto a nível profissional, mas também intercultural.

Gerson Delgado fará parte de um grupo de 700 jovens africanos que na universidade vão ter colegas s também dos Estados Unidos da América e de outras partes do mundo, considerando isto uma “oportunidade para o desenvolvimento pessoal e profissional”.

Um dos cursos que vai participar é na liderança da gestão pública, na Bridgewater State University, perspectivando aprender e assimilar questões que vão apoiar no seu dia-a-dia profissional, pessoal e conhecimentos para partilhar com outras pessoas aqui na ilha.

Além disso, evidenciou que a nível do projecto social que tem de desenvolver, pensa trabalhar em algo ligado à educação inclusiva, pensando trazer algum mecanismo para trabalhar com as crianças que possuem dificuldades na aprendizagem.

Segundo a mesma fonte, enquanto gestor da escola Básica de Furna tem notado que os professores possuem alguma dificuldade em trabalhar com alunos que têm dislexia e a hiperatividade, que são alguns dos casos que há na Brava, e mesmo trazer algum mecanismo novo para a avaliação dos mesmos.

Questionado como e porquê de se candidatar ao programa, Gerson Delgado contou que conheceu o programa Yali em 2013 depois de finalizar o curso de licenciatura e inscreveu-se enquanto membro.

De seguida, lembrou, foi trabalhar na ilha da Boa Vista, onde, na companhia de alguns jovens, começou a se interessar pelo programa, mas naquela época considerou que não possuía ainda a bagagem suficiente para participar no programa.

Daí, realçou que começou a preparar-se, principalmente a nível do inglês, porque todos os processos são feitos nesta língua e um dos requisitos é ter um nível de inglês proficiente.

Mas, afora isso, destacou que há também a questão de trabalhos voluntários e algo relacionado com a liderança. Como em 2017 foi-lhe atribuído o cargo de coordenador do segundo ciclo na Boa Vista, considerou a nova tarefa como o início da liderança e em 2021 candidatou-se pela primeira vez ao programa e foi seleccionado logo à primeira.

E com a sua persistência demonstra a outros jovens bravenses que assim como conseguiu, outros jovens também podem conseguir, “a única coisa é apostar no desenvolvimento pessoal e também profissional, porque o mercado é muito competitivo e para participar não se pode ir com o mínimo, mas sim dar o melhor”.

“Mesmo que na Brava não haja tantos recursos, há a internet que podemos aperfeiçoar e alguns cursos extras”, disse o jovem realçando que é “somente apostar na capacidade e no desenvolvimento pessoal com objectivo e visão do futuro que é possível chegar onde se quer”.

A Iniciativa para Jovens Líderes Africanos é uma iniciativa do Departamento de Estado dos Estados Unidos e iniciou-se em 2010 pelo presidente Barack Obama.

MC/JMV
Inforpress/Fim

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