Brava: Presidente do Sindprof exige uma melhor atenção para a classe das educadoras de infância

Nova Sintra, 28 Jun (Inforpress) – A presidente do Sindicato Democrático dos Professores (SINDPROF) defendeu hoje em Nova Sintra a necessidade de dar mais atenção à classe das educadoras de infância para terem um pouco mais de “dignidade”.

Lígia Herbert falava à Inforpress, no final de uma visita realizada à ilha Brava, dando continuidade ao seu périplo que iniciou na ilha do Maio, seguido de Santo Antão e São Vicente e agora Fogo e Brava, onde evidenciou que o objectivo tem sido auscultar os professores sobre os problemas, não só a nível pedagógico, mas a nível logístico e também ouvir sobre as pendências e tentar intervir na resolução das mesmas.

Neste quesito, ressaltou que quando se fala dos professores, começa-se pelo pré-escolar, até ao Ensino Secundário.

Na área do pré-escolar, anunciou que teve um encontro com o vereador responsável pela área da Educação, a quem apresentou as preocupações do sindicato com este “subsistema”, reforçando que é necessário que o Estatuto das Educadoras de Infância seja elaborado e publicado de forma a colocar cada uma no seu lugar.

“Todo o mundo é educador de infância, todo o mundo é cuidador e deve-se saber separar dentro do pré-escolar as cuidadoras que cuidam das crianças do lado propedêutico das educadoras de infância”, disse Lígia Herbert.

Neste encontro, destacou que também discutiram sobre a necessidade da formação e capacitação da classe, destacando que o Sindprof possui parcerias com a maioria das Universidades e neste sentido foi consolidada uma parceria para formações e capacitações, defendendo que quanto mais estiverem capacitadas, melhor o tratamento darão às crianças.

Outra questão que foi colocada sobre a mesa, de acordo com a sindicalista, é a questão salarial, defendendo que não se pode ter tabelas diferentes para a mesma área em concelhos diferentes.

“Tem de ser única e o devido tratamento, porque à semelhança dos professores do secundário e do básico há que haver uma tabela”, defendeu, justificando que todo o mundo não pode auferir um mesmo salário quando existem aqueles que têm uma formação de maior nível do que os outros.

A reabilitação de alguns jardins-de-infância também foi um dos pontos abordados, além de defender também a necessidade de criar condições para que as educadoras de infância se sintam acolhidas, explicando que a área pedagógica é tratada pelo Ministério da Educação e o lado financeiro do salário é da responsabilidade da câmara municipal.

Sendo assim, realçou que as educadoras de infância ficam “no meio de dois senhores” e é preciso que se resolva essa questão.

Daí, destacou que é preciso chamar atenção à tutela de que às câmaras municipais têm de ter uma injecção de verbas para as educadoras de infância, para estas terem acesso a formações e para que as câmaras pensem minimamente numa subida salarial da classe, tendo em conta o mundo que se vive hoje e as educadoras continuam a auferir o mesmo salário, mas os produtos todos subiram e o poder de compra é cada vez mais reduzido.

MC/JMV
Inforpress/Fim

 

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