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Brava: Presidente da República condecora compositor, cantor e violinista Raul de Pina

Nova Sintra, 26 Out (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, condecorou hoje, a título póstumo, em Nova Sintra, o compositor, cantor e violinista bravense, Raul de Pina, pelo contributo que deu à cultura bravense e do país.

Em declarações à imprensa, o chefe de Estado explicou que já tinha tido a oportunidade de condecorar outras personalidades da cultura bravense, e que hoje, mesmo que tarde, pôde condecorar “Nhô Raul” como era conhecido.

“Nhô Raul era uma grande figura e este era o mínimo que o Estado de Cabo Verde poderia fazer e fê-lo através da minha pessoa”, declarou Jorge Carlos Fonseca.

Disse ser consciente de que não conseguiu condecorar todas as figuras que mereciam tal reconhecimento, mas acredita que outros Presidentes que lhe irão suceder terão outros “gestos de justiça” com personalidades e figuras bravenses, assim como, de outras ilhas do país.

Jorge Carlos Fonseca descreveu Nhô Raul como “uma figura emblemática da ilha”, assim como outros, nomeando o Djidjinho, o Vuca Pinheiro, Pepe, Djunkre, Txico Oliveira e muitos outros, destacando que teve a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente.

“Tive a oportunidade de privar com ele e a alegria de viver, a sua magia como instrumentista, o prazer que tinha pelas coisas e da vida no dia-a-dia era visível”, disse o Presidente.

Por seu turno, Guilherme Pina filho do condecorado contou que Nhô Raul começou a tocar em cavaquinhos de lata de azeite e depois foi Eugénio Tavares quem lhe ofereceu o seu primeiro violino.

Segundo a mesma fonte, as tardes com o pai eram sempre recheadas de música e de partilhas a nível cultural e o que sempre contou aos filhos que o seu gosto pela música tinha surgido ainda muito cedo, pois, Nhô Raul era o “menino de mandado de Eugénio Tavares, onde começou a ouvir os primeiros acordes com o escritor e poeta, despertando assim o seu interesse pela música”.

“Ele não está entre nós, mas onde quer que esteja a sua alma é grata pelo reconhecimento”, disse Guilherme Pina, descrevendo o pai como um homem e de “bom coração, pessoa humilde”, conhecido por todos e que deu o seu contributo para a cultura bravense, digno de reconhecimento.

Raul de Pina foi um compositor, cantor e violonista bravense, conhecido principalmente pela longevidade da sua carreira artística, tendo produzido um século de música dos tempos de Eugénio Tavares.

Morreu aos 103 anos, deixando 29 filhos vivos, de um total de 38, e muitos netos e bisnetos.

MC/HF

Inforpress/Fim

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