Brava: População de Cachaço preocupada com escassez de água (c/áudio)

Nova Sintra, 23 Mar (Inforpress) – A população da localidade de Cachaço diz-se “revoltada” com a Empresa Intermunicipal Águabrava, que “há já duas semanas não disponibiliza água” aos moradores, originando “consequências graves”.

Segundo a porta-voz da comunidade, Eugénia Pereira “Djiny”, há cerca de duas semanas que todos os moradores estão “ao pé das torneiras dia e noite” para verem se “um milagre acontece”, porque a situação está “a cada dia mais crítica”.

Os que têm condições e moram perto da estrada, indicou, compram água auto-transportada, mas os que não possuem ficam sem nada, à mercê de uma “caneca” que as pessoas que compram ou que têm nos depósitos desde a época das chuvas podem oferecer.

Realçou também que têm tido apoio do pessoal da Igreja Adventista que em alguns dias levam água à zona e distribuem para os moradores, mas é uma quantidade que “não é suficiente” e, além disso, têm beneficiado de alguma água da cisterna da capela da localidade.

“Não há água para cozinhar, não há água para beber, não há água para higiene pessoal, não há água para lavar roupas, muito menos para os animais”, elencou a porta-voz, acrescentando que os animais ficam rondando as casas, entrando nos quintais à procura de uma gota de água para “matar a sede”.

Conforme contaram, já foram à empresa reclamar e, às vezes, enviam três camiões para abastecer a cisterna da zona, o que “não é suficiente e é mal gerida”.

É que, conforme a mesma, ao colocarem esta quantidade de água no depósito, a zona possui algumas válvulas, mas que não são fechadas para uma distribuição racional, levando que alguns lugares tenham acesso e outros não.

Segundo Eugénia Pereira, a zona está sendo “discriminada”, porque além de água, avançou que estão a enfrentar problemas com os cães vadios e a falta de emprego.

O presidente da câmara municipal, em declarações à Inforpress, disse não ter soluções à luz das leis para a questão dos cães vadios, acrescentando que a castração não está a funcionar como solução, o que sugeria aos criadores que confinassem os animais a currais.

Sobre o emprego público, informou que vai ser aberto trabalho nesta localidade, mas a autarquia ainda se encontra à espera da entrada da verba para o arruamento da localidade e verba da mitigação do mau ano agrícola para abrir frentes de trabalho na zona.

Já na questão da água, a Inforpress contactou a responsável da Águabrava na ilha, Ilda Pereira, que explicou que a quantidade de água produzida na ilha não corresponde à metade da demanda diária e a elevação da água para a sua distribuição não depende somente da empresa, mas também de energia.

Segundo a mesma, a empresa já tem conhecimento das dificuldades existentes no que tange à distribuição da água para a localidade de Cachaço e Baleia, colocou-se na ilha um camião auto-tanque com a capacidade de 11 toneladas para reforçar pontualmente o abastecimento da água nestas zonas, mas não tem sido suficiente.

Realçou que vão continuar a avaliar a situação desta zona e a estudar novas soluções.

MC/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos