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Brava: População da Furna impossibilitada de escoar o pescado para outras ilhas mostra sua indignação (c/áudio)

Nova Sintra, 01 Jul (Inforpress) – A população de Furna demonstrou-se hoje “indignada” com o facto de não poder agora enviar o seu pescado para a ilha de Santiago, devido a problemas e barreiras impostas pela CV Interilhas.

Um grupo de pescadores e peixeiras procurou hoje a imprensa para denunciar a situação por que passa a classe.
Reinaldo Martins, porta-voz deste grupo, explicou que há vários dias que as peixeiras estão com cargas à espera que o navio que faz a ligação Brava – Fogo – Praia as levem para o seu destino, neste caso o cais da Praia.

Entretanto, a mesma fonte contou que na passada terça-feira foram avisados que o barco não levava cargas e hoje, o navio Praia d´Águada esteve no cais da Furna, mas foram de novo alertados que não levava cargas.

Indignado, Reinaldo Martins considerou a situação como sendo uma “falta de respeito” com a Brava e com os produtores da ilha.

Segundo a mesma fonte, se o carro de cargas do navio Kriola ficar na cidade da Praia, é “impossível” embarcar cargas porque o navio não leva nada, nem que seja uma caixa pequena.

“Tem de ser dentro do carro. Mas, na maioria das vezes, o carro de cargas não vem e o nosso produto fica sem saída”, disse.

Aliás, a maior indignação deste povoado é que a zona é praticamente dependente do sector da pesca, e conforme reforçou o porta-voz, “se as peixeiras não conseguem enviar o peixe, os pescadores não saem para a fana e, consequentemente, o comércio de outros produtos nesta zona não tem saída”, apontou a mesma fonte, sublinhando que tudo funciona como uma rede.

“É um problema que se arrasta há já algum tempo. O barco vai normalmente às quartas-feiras, e às vezes não leva peixe, o que aconteceu esta semana, implicando que o pescado fique na ilha até sábado, caso o carro vier”, informou Reinaldo Martins.

Perante tal situação, Reinaldo Martins pede aos responsáveis que analisem esta questão, apelando aos deputados nacionais pelo círculo da Brava que “batem a mão na mesa” para solucionarem este problema.

“Não queremos coisas a funcionarem às vezes. Queremos algo corrente, porque esta situação não está a prejudicar somente a localidade de Furna, mas sim os pescadores de toda a ilha”, concluiu.

A Inforpress tentou contactar os serviços da CV Interilhas, mas não foi possível esclarecer esta situação.

MC/JMV
Inforpress/Fim

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