Brava: Pescadores congratulam-se com reactivação dos faróis e apelam à preservação dos equipamentos

Nova Sintra, 23 Nov (Inforpress) – Os pescadores das aldeias piscatórias de Furna, Lomba Tantum e Fajã d’Água demonstraram-se satisfeitos com a reactivação dos faróis na ilha Brava e dizem-se conscientes da necessidade de trabalharem na preservação dos equipamentos.

Já há alguns anos que os faróis na ilha e nos ilhéus não estavam a funcionar, mas desde o passado dia 18, após trabalhos de reparação e manutenção levados a cabo por uma equipa de técnicos do Instituto Marítimo e Portuário (IMP), voltaram-se ao activo, para o “alento e segurança” dos pescadores.

Em declarações à Inforpress, o pescador Adelino Morais considerou que os faróis possuem grande importância para a classe, realçando que principalmente à noite, quando saem para a faina é um guia para os ilhéus.

“Por várias vezes sem a orientação de faróis já houve pescadores que desapareceram no mar no percurso ilhéu – Brava e nunca mais apareceram”, contou, exemplificando também um caso de um pescador que teve problema com o motor e por ser “experiente” orientou-se com a lua e, a remar, amanheceu na ilha do Fogo.

Nestes aspectos, deixou claro a importância dos faróis para a classe e também para os barcos que vêm de outras ilhas para a Brava, mas também um alerta no sentido de todos colaborarem na preservação dos mesmos e de uma manutenção frequente por parte do IMP.

João Cardoso é um pescador da localidade de Furna, que corrobora da mesma opinião do seu colega, reforçando que ao saírem da Brava para os ilhéus não possuem aparelhos de localização “GPS” e a única orientação segura é através dos faróis.

Da mesma forma apela aos pescadores e todos os que alcancem os faróis a terem consciência da utilidade dos mesmos de forma a preservá-los.

Por seu turno, o presidente da Cooperativa de Pesca de Lomba Tantum, Anildo Baptista, em nome dos pescadores da comunidade, também demonstrou a sua satisfação pela reactivação dos faróis, considerando-os como sendo de “extrema importância” para os pescadores, permitindo-lhes navegar com alguma indicação e um pouco mais de seguranças.

Anildo Baptista aproveitou para pedir aos pescadores e à sociedade em geral para preservar estes faróis, pois faz parte e contribui para a segurança dos pescadores.

Já da comunidade de Fajã d’Água, Sónia Baptista, presidente da associação comunitária parabenizou o IMP pela iniciativa, tendo em conta que há já alguns anos que não viam a presença da luz do farol da localidade acesa.

Com a reactivação, realçou que é mais um elemento de orientação dos pescadores, sublinhando que muitas vezes ao saírem para a faina não possuem hora certa para voltar e caso escureça conseguem se orientar pelas luzes dos faróis, exemplificando com caso de um pescador que perdeu por falta de orientação ficando à deriva durante a noite para conseguir alcançar um porto para atracar no outro dia com a luz do sol.

E é neste sentido que apela ao bom senso da comunidade no sentido de preservar este investimento que vai servir não só aos pescadores, mas também contribuir para uma certa tranquilidade por parte de todos.

Os trabalhos nos faróis, segundo o IMP foram realizados no âmbito do projecto de reparação e manutenção técnica dos faróis nacionais, com o financiamento do Fundo Autónomo de Desenvolvimento e Segurança do Transporte Marítimo (FADSTM).

Na Brava, foram reparados quatro faróis, quais sejam, os de Fajã de Água, de Ponta Jalunga, do Ilhéu de Cima e de Ponta Nhô Martinho.

MC/CP

Inforpress/Fim

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