Brava: Organização da festa “Conakry” faz “balanço positivo” das actividades

Nova Sintra, 14 Ago (Inforpress) – A organização da festa denominada “Conakry”, que retrata a vida e história dos emigrantes, comemorado sempre no segundo domingo de Agosto, na localidade de Furna, fez um balanço positivo das actividades.

Vanda Fernandes, membro da comissão organizadora do evento, em modo de balanço explicou à Inforpress que desde o início do mês de Julho deram início às actividades e tudo decorreu na “normalidade”, embora, algumas actividades desportivas não tenham sido realizadas devido à fraca adesão do público.

Mas, quanto às restantes actividades lúdicas, culturais e tradicionais, salientou que todas foram realizadas e o “mais importante” foi conseguir organizar e fazer o desfile de hoje e servir o tradicional almoço.

Quanto à parte tradicional das festas bravenses, informou que foi feito o tradicional “pilon”, no dia 11, foi realizado um de Cotxipo, desfile de tamboreiros e coladeiras, “badju di verão”, a celebração eucarística, o desfile tradicional ao barco e o almoço.

Diante deste cenário, disse que o grupo “atingiu o seu objectivo”, tendo em conta que é a primeira vez que assumiu a organização e realização desta festa para que a mesma não caia em desuso.

Sobre o barco e a “viagem”, contou que é um barquinho de pedra, onde hoje, dia de “Conakry”, algumas pessoas vestiram-se de tripulantes, marinheiros e emigrantes para brincarem nesta embarcação, que “parava” de porto em porto, sem se esquecer dos Estados Unidos da América.

Fernandes recordou que nesta “brincadeira” se faz a simulação daquilo que é a vida do emigrante e o “grande dilema do povo cabo-verdiano: O querer ficar e ter que partir” e o objectivo “é não deixar morrer a tradição”, na medida em que são “brincadeiras que marcaram e marcam” a sociedade cabo-verdiana.

Vanda Fernandes aproveitou para apelar à comunidade de Furna para se engajar mais nas actividades que são organizadas e realizadas na localidade, pois, evidenciou, que há muitos jovens na zona e tudo o que se faz é para desenvolver a própria comunidade e arranjar formas de ocupar o tempo livre dos mesmos, mas que muitas vezes o engajamento e apoio é muito fraco.

MC/HF

Inforpress/Fim

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